O empresário Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, tomou posse nesta quarta-feira (1º) como presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e, logo em sua primeira entrevista à imprensa no cargo, fez um duro diagnóstico sobre os desafios enfrentados pelo setor. Segundo ele, a expansão do e-commerce internacional tem colocado o comércio local em uma posição de desvantagem, exigindo uma mobilização conjunta para preservar empresas e empregos.
À frente da entidade até 2030, Tião afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho realizado pelo ex-presidente Wenceslau Júnior, mas destacou que o cenário econômico exige novas estratégias para fortalecer os empresários mato-grossenses. Para ele, a Fecomércio deverá atuar como protagonista na busca por soluções que garantam maior competitividade ao setor.
Durante a entrevista, o dirigente ressaltou que a responsabilidade pelo fortalecimento do comércio não é exclusiva da federação. Segundo ele, empresários, governos, classe política e sociedade precisam atuar de forma integrada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças no mercado de consumo.
Tião lembrou que acompanha a atuação da Fecomércio há oito anos, período em que presidiu o Sindicato dos Atacadistas, e afirmou que a entidade vive seu melhor momento institucional. Ele destacou que a federação se tornou referência nacional, ampliando sua atuação para 14 municípios e chegando a 50 unidades de atendimento, entre estruturas fixas e carretas que levam serviços de saúde aos trabalhadores.
Apesar desse crescimento, o novo presidente afirmou que o avanço das plataformas internacionais preocupa cada vez mais o empresariado local. Segundo ele, comerciantes instalados em Mato Grosso enfrentam concorrentes que operam sob regras tributárias e trabalhistas diferentes, tornando a disputa desigual.
Ao comentar o tema, Tião declarou que ainda não há uma solução definitiva para equilibrar esse cenário, mas garantiu que a Fecomércio manterá diálogo constante com o setor produtivo para construir alternativas capazes de reduzir os impactos dessa concorrência e fortalecer o comércio estadual.
Na entrevista, o novo presidente deixou claro que sua gestão buscará unir diferentes segmentos em torno da defesa da economia local. “Temos que dar as mãos e buscar minimizar esse problema e trazer uma condição melhor para o comércio local”, afirmou, ao destacar que proteger as empresas instaladas em Mato Grosso significa também preservar empregos, renda e o desenvolvimento econômico do estado.




























