MATO GROSSO

Galvan critica emendas parlamentares e denuncia suposta “Lei do Retorno”

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O pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan (Avante) voltou a criticar o modelo de distribuição das emendas parlamentares e afirmou que parte dos recursos destinados aos municípios estaria sendo condicionada à devolução de valores por gestores públicos. A denúncia, feita em manifestações públicas ao longo de 2026, reacendeu o debate sobre transparência e fiscalização na aplicação de verbas federais.

Segundo Galvan, prefeitos e ex-prefeitos de municípios mato-grossenses relataram a existência da chamada “Lei do Retorno”, prática que consistiria na exigência de repasse de parte dos recursos liberados por meio de emendas parlamentares. De acordo com o pré-candidato, os percentuais cobrados variariam entre 30% e 50% dos valores destinados às administrações municipais.

O político também argumentou que esse modelo prejudicaria a execução de obras e serviços públicos, além de comprometer a eficiência dos investimentos. Conforme relatou, alguns gestores teriam optado por recusar recursos diante das supostas exigências impostas para a liberação das verbas, situação que, segundo ele, acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não apresentou nomes ou documentos públicos que comprovem os supostos casos. Ainda assim, defendeu maior fiscalização dos recursos oriundos das emendas parlamentares e cobrou transparência na destinação e execução das verbas. O tema já havia sido citado anteriormente por outras lideranças políticas de Mato Grosso, que também defenderam a formalização de denúncias aos órgãos competentes para eventual investigação.

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