MATO GROSSO

MT de olho nas eleições 2026: pré-candidatos ao Governo começam a movimentar bastidores políticos no estado

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Experiência administrativa, gestão técnica e discurso de renovação marcam o início das articulações para a disputa ao Palácio Paiaguás em uma das eleições mais aguardadas dos últimos anos em Mato Grosso

 

 

 

As eleições de 2026 já começam a redesenhar os bastidores da política mato-grossense. Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, lideranças políticas, representantes do setor empresarial e nomes ligados à gestão pública intensificam articulações, agendas e posicionamentos de olho na sucessão do Palácio Paiaguás. O cenário ainda está em construção, mas a corrida pelo Governo de Mato Grosso já desperta atenção de partidos, lideranças regionais e do eleitorado.

O pleito deste ano será um dos mais importantes da última década no estado. Além da escolha do novo presidente da República, os eleitores também irão às urnas para definir governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Nos bastidores, nomes começam a ganhar força dentro de diferentes grupos políticos. Entre os pré-candidatos já colocados no debate estão o atual governador Otaviano Pivetta, a médica Natasha Slhessarenko e o empresário Alex Pucineli. Com perfis distintos, os três representam linhas diferentes de pensamento político e administrativo, mas têm em comum o objetivo de convencer o eleitorado de que possuem preparo para conduzir Mato Grosso pelos próximos anos.

Enquanto Pivetta aposta no discurso da continuidade e da experiência administrativa construída ao longo de décadas na vida pública, Natasha surge defendendo uma gestão mais técnica e humanizada, com foco nas pessoas e nos serviços públicos. Já Alex Pucineli aposta em um discurso de renovação política, defendendo novas ideias e uma nova visão de gestão para o estado.

Atual governador de Mato Grosso em exercício, Otaviano Pivetta chega ao debate eleitoral como um dos nomes mais conhecidos do cenário político estadual. Agropecuarista, empresário e filiado ao Republicanos, ele nasceu em Caiçara, no Rio Grande do Sul, e vive em Mato Grosso desde 1982.

Sua trajetória política ganhou destaque principalmente em Lucas do Rio Verde, município onde foi prefeito por três mandatos e ficou conhecido por uma gestão marcada por investimentos em infraestrutura, desenvolvimento econômico e planejamento urbano. Sob sua administração, Lucas do Rio Verde passou a ser referência nacional em qualidade de vida e crescimento econômico.

 

Além da atuação municipal, Pivetta também exerceu mandato como deputado estadual e, posteriormente, assumiu o cargo de vice-governador ao lado de Mauro Mendes em duas gestões consecutivas. Em março de 2026, assumiu oficialmente o comando do Governo do Estado.

Ao falar sobre a decisão de colocar o nome à disposição para disputar o Governo de Mato Grosso, Pivetta defende a continuidade das ações implantadas nos últimos anos e afirma que Mato Grosso vive um momento de crescimento que não pode ser interrompido.

“Porque Mato Grosso está no caminho certo e não pode parar. Desde o começo dessa gestão, em 2019, estou ajudando nas decisões do governo ao lado do ex-governador Mauro Mendes. Fizemos muito e ainda temos muita coisa para fazer e eu tenho vontade de ajudar a continuar melhorando Mato Grosso ainda mais”, afirmou.

Pivetta também destaca que o estado conseguiu reorganizar as contas públicas e ampliar investimentos em diferentes áreas.

“Organizamos o Estado, voltamos a investir e hoje temos obras em todas as regiões. Mato Grosso é nota A no Tesouro Nacional e, até o fim deste ano, vamos entregar mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo e rodovias recuperadas, ampliamos a rede de saúde com hospitais regionais e o Hospital Central, além dos avanços na educação, que saiu da 22ª para a 8ª posição no IDEB, com mais de 150 escolas novas ou modernizadas”, declarou.

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Ao justificar por que acredita ser o nome mais preparado para governar Mato Grosso, o governador reforça a experiência administrativa construída ao longo dos anos.

“Porque eu tenho experiência de gestão e conheço Mato Grosso. Fui prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, estou no Governo de Mato Grosso há sete anos. A gente sabe fazer porque já fez e está fazendo”, disse.

 

Segundo ele, o estado precisa manter estabilidade econômica e segurança administrativa para continuar crescendo.

“Hoje o Estado voltou a investir, tem capacidade financeira e confiança para continuar crescendo. O trabalho não pode parar e Mato Grosso não pode correr risco”, completou.

 

 

Outro nome é o da médica Natasha Slhessarenko. Com atuação consolidada na área da saúde pública, ela surge como uma alternativa ao cenário político tradicional.

Médica pediatra e patologista clínica, Natasha também é empresária, professora e servidora da Universidade Federal de Mato Grosso. Há 23 anos atua no Centro de Saúde Escola do Grande Terceiro, em Cuiabá, acompanhando diretamente a realidade enfrentada pela população que depende dos serviços públicos.

Além da atuação profissional, Natasha também possui experiência em gestão e formação política. Foi conselheira do Conselho Federal de Medicina, possui formação política pela RenovaBR e pós-graduação em Governabilidade e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas.

Ao explicar os motivos que a levaram a colocar o nome à disposição para disputar o Governo do Estado, Natasha afirma que Mato Grosso precisa de uma gestão mais próxima da população e mais eficiente na aplicação dos recursos públicos.

“Decidi colocar meu nome como pré-candidata ao Governo de Mato Grosso porque acredito que o nosso Estado precisa de uma gestão comprometida com as pessoas, com capacidade técnica, com eficiência de gastos e sensibilidade para compreender os desafios reais da população”, afirmou.

Ela destaca que a experiência adquirida ao longo da carreira profissional lhe proporcionou uma visão ampla dos desafios enfrentados pelo estado.

“Ao longo da minha trajetória, construí uma experiência sólida em diferentes áreas que me prepararam para esse desafio. Sou médica, empresária e servidora pública da Universidade Federal de Mato Grosso. Há 23 anos atuo na Unidade de Saúde do bairro Grande Terceiro, em Cuiabá, onde acompanho de perto a realidade das famílias mato-grossenses e conheço, na prática, as dificuldades enfrentadas por quem depende dos serviços públicos”, disse.

 

Segundo Natasha, a experiência na medicina contribuiu para desenvolver uma visão mais humanizada da administração pública.

“Como médica, aprendi a ouvir, diagnosticar problemas, cuidar e buscar soluções com responsabilidade e agilidade. Como empresária, desenvolvi visão de gestão, planejamento e eficiência no uso dos recursos. Como servidora pública, adquiri experiência sobre o funcionamento da administração e sobre a importância de políticas públicas bem estruturadas e executadas”, declarou.

Ela também defende que Mato Grosso precisa avançar na redução das desigualdades regionais.

“Mato Grosso é um Estado forte e promissor, mas é preciso garantir que esse crescimento se traduza em qualidade de vida para toda a população. Minha decisão nasce do desejo de contribuir para a construção de um governo mais humano, técnico e eficiente, que valorize as pessoas, fortaleça os municípios e promova um desenvolvimento mais justo e equilibrado”, afirmou.

 

A médica também afirma que encara a pré-candidatura como um desafio baseado em diálogo e planejamento.

“Aceito esse desafio com humildade, coragem e determinação, porque acredito que é possível construir um novo tempo para Mato Grosso, com diálogo, planejamento e compromisso verdadeiro com o bem-estar da nossa gente”, completou.

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Representando um discurso de renovação política, o empresário Alex Pucineli também começa a ganhar espaço no cenário pré-eleitoral de Mato Grosso. Empresário do setor elétrico, CEO do Grupo Cotelétrica, professor, cristão, esposo e pai, Alex defende a entrada de novas lideranças na política estadual e afirma que Mato Grosso precisa iniciar um novo ciclo administrativo.

 

Ao justificar por que acredita que seu nome é o mais preparado para governar o estado, Alex destaca a necessidade de modernização da gestão pública.

“Mato Grosso precisa entrar em uma nova fase. Nosso estado tem potencial para ser referência internacional em educação, renda, qualidade de vida e segurança pública, e eu acredito que represento essa renovação”, afirmou.

Ele também defende um modelo de gestão baseado em eficiência administrativa.

“Vou fazer um governo eficiente, justo, equilibrado e melhor para todos os mato-grossenses”, declarou.

 

Ao explicar por que decidiu colocar o nome à disposição para disputar o Governo do Estado, Alex afirma que a democracia precisa de renovação e alternância de poder.

“Porque acredito que a renovação é parte da democracia. Após décadas dos mesmos grupos no poder, Mato Grosso merece conhecer novas ideias, novas soluções e uma nova visão de futuro”, disse.

Nos bastidores, Alex surge como um nome ligado ao empresariado e ao discurso de modernização administrativa. A expectativa é de que temas relacionados à inovação, geração de empregos, desenvolvimento econômico e eficiência pública estejam entre os pilares de sua pré-campanha.

Apesar de o cenário ainda estar em fase inicial, lideranças políticas já intensificam conversas em torno da formação de alianças e estratégias eleitorais. A disputa pelo Governo do Estado deve envolver negociações partidárias, composição de chapas e definição de apoios regionais. Nos bastidores, analistas políticos avaliam que a eleição de 2026 poderá ser marcada por uma divisão entre grupos que defendem continuidade administrativa e setores que apostam na renovação política.

Outro ponto que deve ganhar espaço no debate eleitoral é a relação do Governo do Estado com os municípios. Mato Grosso possui 142 cidades, com realidades econômicas e sociais bastante distintas, e a capacidade de diálogo com prefeitos e lideranças regionais deve se tornar um fator importante durante a campanha.

Além disso, temas como infraestrutura, agronegócio, geração de empregos, saúde pública, educação, segurança pública e desenvolvimento regional devem dominar as discussões ao longo do processo eleitoral. A expectativa é de que o agronegócio também continue exercendo forte influência no debate político estadual, especialmente diante da importância econômica do setor para Mato Grosso.

Mesmo distante do período oficial de campanha, o clima eleitoral já começa a ganhar força em Mato Grosso. A movimentação dos pré-candidatos demonstra que os bastidores políticos estão aquecidos e que os próximos meses devem ser marcados por articulações intensas, construção de alianças e fortalecimento de discursos.

Enquanto alguns nomes apostam na experiência administrativa e na continuidade das ações já implantadas, outros defendem renovação política, gestão técnica e novas formas de governar. Com perfis diferentes e discursos voltados para áreas distintas, os pré-candidatos começam a apresentar ao eleitorado suas visões sobre o futuro do estado.

Até o período das convenções partidárias, o cenário ainda poderá sofrer mudanças, com novas lideranças entrando na disputa e possíveis alianças alterando o rumo das eleições. O que já é certo nos bastidores políticos é que a corrida pelo Governo de Mato Grosso promete ser uma das mais acompanhadas dos últimos anos, reunindo diferentes perfis, projetos e propostas para definir quem comandará o estado a partir de 2027.

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