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SOBRETUDO

Enquanto os partidos discutem 2026, Santa Catarina começa a cobrar respostas para 2036

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Durante boa parte dos últimos meses, a política catarinense ficou concentrada em alianças, pesquisas, chapas e articulações para as eleições do próximo ano.

Mas existe um movimento silencioso acontecendo fora dos partidos.

E talvez ele seja mais importante do que a própria disputa eleitoral.

Santa Catarina continua crescendo. As cidades continuam crescendo. A economia continua crescendo. E os problemas estruturais começam a crescer junto.

A sensação que começa a surgir em diversos setores é que a política está discutindo 2026 enquanto o Estado já começa a exigir soluções para os próximos dez anos.

Florianópolis já olha para o pós-Topázio

Um dos sinais mais claros dessa mudança aparece na Capital.

Mesmo sem qualquer definição eleitoral próxima, lideranças políticas, empresariais e institucionais já começaram a discutir o futuro de Florianópolis depois da atual gestão.

Não se trata apenas de sucessão. Trata-se de modelo de cidade. Mobilidade urbana, Expansão imobiliária, Saneamento, Tecnologia, Habitação, Capacidade de absorver o crescimento populacional….

Florianópolis continua atraindo investimentos, empresas e moradores em ritmo acelerado. O problema é que os desafios crescem na mesma velocidade.

E isso faz com que o debate sobre o futuro da cidade comece muito antes da próxima eleição municipal.

As regiões entram em disputa por protagonismo

Outro movimento pouco percebido, mas cada vez mais presente nos bastidores, é a competição entre as regiões catarinenses.

O Oeste ampliou sua influência econômica através do agronegócio e da agroindústria.

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O Norte segue como potência industrial.

O Vale do Itajaí avança em tecnologia, inovação e exportações.

O Sul busca consolidar uma nova fase econômica apoiada em infraestrutura e diversificação produtiva.

Já a Grande Florianópolis fortalece sua posição nos setores de tecnologia, serviços e economia do conhecimento.

Por trás dessa dinâmica existe uma disputa silenciosa.

Quem terá mais peso político na definição das prioridades do próximo ciclo de governo?

A resposta para essa pergunta começa a ser construída agora.

A infraestrutura voltou a ser o principal gargalo

Durante muitos anos, Santa Catarina teve como desafio principal acelerar seu crescimento.

Hoje o desafio é diferente.

O Estado cresce. Mas a infraestrutura não acompanha no mesmo ritmo.

Rodovias congestionadas. Portos operando sob pressão. Demandas energéticas crescentes. Dificuldades logísticas. Falta de mão de obra especializada em algumas regiões.

A preocupação deixou de ser apenas econômica. Passou a ser estratégica.

Nos bastidores do setor produtivo existe uma avaliação cada vez mais frequente de que os próximos governos serão cobrados menos por discursos políticos e mais pela capacidade de execução.

O setor produtivo volta a ocupar espaço

Outra mudança importante ocorre longe dos palanques.

Entidades empresariais, associações comerciais, federações e organizações ligadas à inovação começam a recuperar protagonismo no debate público.

A razão é simples.

Boa parte dos desafios que Santa Catarina enfrenta hoje não será resolvida apenas por decisões partidárias.

Exige planejamento de longo prazo.m, Infraestrutura, Qualificação profissional, Competitividade, Tecnologia, Produtividade….

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A política começa lentamente a perceber que precisará dialogar cada vez mais com esses setores.

Porque é ali que estão muitas das demandas que definirão o futuro do Estado.

A próxima eleição pode ser diferente do que muitos imaginam

Talvez a principal mudança seja essa.

Durante meses, o debate político esteve concentrado em quem estará em qual chapa.

Mas começa a surgir um ambiente diferente.

A pergunta deixa de ser apenas quem vai governar.

E passa a ser para onde Santa Catarina pretende ir.

Isso não elimina as disputas partidárias.

Mas muda a natureza da cobrança feita pela sociedade.

E isso costuma alterar campanhas.

 

PONTO DE VISTA

Santa Catarina vive uma situação peculiar. Poucos estados crescem tanto. Poucos estados atraem tantos investimentos. Poucos estados possuem indicadores econômicos tão consistentes. Mas exatamente por isso os desafios também se tornam maiores.

A política catarinense passou boa parte do ano olhando para alianças, pesquisas e composições eleitorais.

Enquanto isso, as cidades cresceram.
As rodovias ficaram mais pressionadas.
Os portos ficaram mais movimentados.
As empresas continuaram procurando mão de obra.
E as regiões passaram a disputar espaço e influência.

Mais cedo ou mais tarde, a eleição terá de sair dos bastidores partidários e entrar nesse debate.

Porque o grande desafio de Santa Catarina já não é mais crescer.

É conseguir acompanhar o próprio crescimento.

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