Uma das páginas do Instagram investigadas na Operação Stop Hate, da Polícia Civil, divulgou uma falsa acusação de homicídio contra um secretário municipal de Rondonópolis (212 km de Cuiabá). Nesta quarta-feira (20), equipes cumprem cinco ordens judiciais contra os alvos, que podem responder por perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada.
Segundo a investigação, os perfis eram usados para publicação reiterada de conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos contra as vítimas, com indícios de ataques virtuais sistemáticos e perseguição digital. A polícia confirmou que “não existe nenhuma investigação contra o gestor”, citado falsamente em uma postagem relacionada a homicídio.
As investigações também identificaram publicações com acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Executivo municipal, além da disseminação de vídeos e imagens produzidos por inteligência artificial para expor as vítimas de forma vexatória. Em outro caso, um deputado estadual foi chamado de “testa de ferro” de um secretário municipal, expressão que, segundo a polícia, é associada à prática de atividades ilícitas.
Na operação, são cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). As ordens incluem apreensão de celulares, computadores e mídias digitais para preservação de provas e aprofundamento das apurações.
De acordo com o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas foram autorizadas para interromper a continuidade das condutas criminosas e garantir a efetividade da investigação. “Além disso, com a apreensão dos dispositivos, será realizado o encaminhamento à Politec para realização da perícia, inclusive dos conteúdos que possam trazer informações e novas provas dos crimes em apuração”, afirmou.

























