A família de Valdivino Almeida Fidelis, 58, servidor do Colégio Liceu Cuiabano morto durante uma ação policial no dia 11 de maio, em Cuiabá, protocolou pedido para acompanhar oficialmente as investigações do caso. O advogado da família, Thales Lara, afirma haver “inconsistências” nos depoimentos já colhidos pela Polícia Civil.
Segundo a defesa, familiares e amigos receberam com “muita estranheza” as informações de que Valdivino teria cometido violência doméstica contra a ex-companheira durante o relacionamento. “São quase três décadas de relacionamento em que nunca houve qualquer relato de violência. Não existe boletim de ocorrência, medida protetiva ou qualquer registro oficial”, afirmou o advogado em entrevista ao programa Cadeia Neles.
A família também questiona a dinâmica apresentada até agora nas investigações. Conforme Thales Lara, a ex-enteada do servidor costumava visitá-lo e já teria vivenciado situação semelhante anteriormente, quando Valdivino supostamente ameaçou tirar a própria vida, mas acabou convencido por familiares a desistir. “A grande pergunta é: em uma situação parecida, com os mesmos personagens, naquela vez o Valdivino saiu vivo e nessa ele saiu morto”, declarou.
Outro ponto levantado pela defesa é a existência de uma testemunha que, segundo o advogado, estava no local antes, durante e depois da ocorrência, mas ainda não foi ouvida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “O nosso papel não é torcer por um lado, mas buscar esclarecimentos sobre essas incongruências”, disse.
Responsável pelo caso, o delegado Bruno Abreu afirmou que a ex-enteada relatou que Valdivino estava armado dentro da residência e ameaçava tirar a própria vida. Segundo ele, a jovem contou que o servidor dizia que ela morreria caso a polícia fosse acionada. Ainda conforme o delegado, a vítima foi liberada no momento em que os policiais chegaram ao imóvel e, ao abrir a porta e perceber a presença dos agentes, os disparos foram efetuados. A Polícia Civil segue investigando o caso.













