MATO GROSSO

PF aponta que Cláudio Castro favoreceu grupo investigado por fraude bilionária

CPI do Crime Organizado ouvirá o governador Cláudio Castro na próxima quarta-feira, 3 de dezembro. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

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A Polícia Federal apontou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro atuou para beneficiar o Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro. Os dois foram alvos da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no setor de combustíveis.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, as investigações revelam um “retrato da cooptação integral do Estado do Rio de Janeiro pela Refit”. Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão, enquanto Ricardo Magro teve a prisão decretada.

De acordo com a PF, o então governador promoveu mudanças estratégicas no alto escalão do estado para favorecer os interesses do grupo. O relatório cita a exoneração do ex-secretário da Fazenda Leonardo Lobo, após alertas sobre o esquema, e a nomeação de Juliano Pasqual, considerado alinhado à Refit. A investigação também aponta mudanças na Procuradoria-Geral do Estado para facilitar renegociações de dívidas bilionárias da empresa.

A defesa de Cláudio Castro afirmou que foi surpreendida com a operação e declarou que o ex-governador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Já a defesa de Ricardo Magro não foi localizada até a última atualização do caso.

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