MATO GROSSO

POLÊMICA NO CARRINHO

Abilio vê motivação política em ação da Anvisa contra Ypê e diz que direita deve aumentar consumo da marca

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, entrou na polêmica envolvendo a marca Ypê e afirmou acreditar que a punição aplicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha viés político. Em entrevista à imprensa, o liberal declarou que consumidores identificados com a direita devem ampliar a compra dos produtos da empresa, o que, segundo ele, ajudaria a fortalecer a marca diante da repercussão nacional do caso.

A discussão ganhou força após a Anvisa determinar a suspensão da comercialização de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos de lotes com final 1, fabricados na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a agência, a medida foi adotada após a identificação de risco de contaminação nos produtos.

Apesar da decisão técnica partir da Anvisa, perfis ligados à direita passaram a relacionar a medida ao histórico político dos proprietários da empresa. Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram que a marca estaria sendo alvo de perseguição após os donos da Ypê realizarem doações para a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2022.

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Abilio embarcou na discussão e avaliou que toda a repercussão acabou funcionando como uma espécie de “propaganda positiva” para a empresa. Segundo ele, a tendência é que consumidores conservadores passem a comprar ainda mais produtos da marca como forma de apoio político e ideológico.

Apesar de defender a empresa, o prefeito criticou vídeos que circulam nas redes sociais mostrando pessoas ingerindo detergente para demonstrar confiança na marca. Abilio afirmou ser totalmente contra esse tipo de atitude e ressaltou que a qualidade dos produtos deve ser comprovada apenas no uso doméstico e na limpeza do dia a dia.

“Olha, eu comprovo que não tem irregularidade com a marca lavando a louça em casa, lavando as mamadeiras das minhas crianças. Lá em casa, apesar de a gente ter uma pessoa que nos ajuda e que praticamente é da família, nós mesmos participamos muito das tarefas domésticas. Eu gosto de cozinhar, gosto de fazer o almoço e geralmente sou eu quem cuida da cozinha”, afirmou o prefeito.

“Agora, diante dessa propaganda tão positiva, nós vamos consumir um pouco mais os produtos da Ypê para ajudar esse pessoal a superar essas adversidades. Parece que virou política comprar produto agora. É chinelo, compra do pé direito; é detergente, compra Ypê. Quando alguém da esquerda diz que a marca é ligada à direita, vai vender muito mais. O poder de consumo hoje está voltado à direita”, completou.

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Nos bastidores políticos, a fala repercutiu entre aliados e adversários do prefeito, principalmente pelo tom ideológico dado ao consumo de produtos do dia a dia. A declaração também alimentou discussões sobre boicotes, posicionamentos políticos de empresas e a crescente polarização que passou a atingir até produtos básicos de supermercado.

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