Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
SOBRETUDO

Entramos na fase dos políticos e partidos demonstrarem força e poder

Caco
Caco

publicidade

Os acontecimentos recentes da política catarinense revelam menos decisões concretas e mais movimentos simbólicos. E isso não é detalhe. Em momentos de indefinição, a política passa a operar por sinais. Quem aparece com quem, onde aparece e em qual contexto passa a dizer mais do que qualquer declaração formal.

 

Kassab tenta organizar o que ainda não está fechado

O encontro em São Paulo entre João Rodrigues, Carlos Chiodini e Ronaldo Caiado, articulado por Gilberto Kassab, foi menos sobre conteúdo e mais sobre imagem.

A presença conjunta tenta transmitir unidade.

Mas o próprio movimento revela o problema.

Se é necessário mostrar união, é porque ela ainda não está consolidada.

O MDB segue dividido. Parte relevante do partido continua próxima do governador Jorginho Mello, enquanto outra aposta na composição com João.

O encontro não resolve a divisão
ele tenta neutralizar a percepção dela.

Missão aposta no confronto direto como estratégia

Enquanto os partidos tradicionais operam na construção, o partido Missão escolheu outro caminho.

O pré-candidato Marcelo Brigadeiro intensificou ataques ao governo, especialmente em torno de questionamentos sobre o programa Universidade Gratuita.

Leia Também:  Projeto obriga redes sociais a veicular mensagem sobre risco de uso por crianças e adolescentes

Sem estrutura tradicional de campanha, o partido aposta no que tem.

Rede social, exposição e confronto.
É uma estratégia clara não disputar estrutura, disputar narrativa.

E isso tende a gerar desgaste, principalmente porque o embate já saiu do campo político e entrou no campo jurídico.

Religião e política seguem cada vez mais conectadas

O Congresso dos Gideões, em Camboriú, voltou a mostrar algo que já virou padrão.

Grandes eventos religiosos se transformam em espaço político.

A presença de Carlos Bolsonaro, ao lado de lideranças do PL e do entorno do governo, reforça a importância desse público no cenário eleitoral.

Não é apenas participação, é disputa por um eleitorado organizado e altamente mobilizável.

A esquerda começa a construir por segmentos

Enquanto outros campos tentam fechar alianças amplas, a esquerda começa a trabalhar recortes específicos.

O encontro promovido pelo PDT em Itapema, com nomes como Angela Albino e Elaine Berger, mostra uma estratégia mais segmentada.

 

Foco em ampliar presença feminina
organizar base e construir narrativa própria.

 

É menos sobre anúncio de chapa
e mais sobre formação de base eleitoral

Leia Também:  SOBRETUDO. Ninguém quer sair da mesa — e isso está travando o jogo em Santa Catarina

PONTO DE VISTA

O que se vê hoje na política catarinense é um jogo de demonstração.

Antes de definir alianças finais, os atores políticos tentam mostrar força, testar apoio e ocupar espaço simbólico.

O encontro em São Paulo tenta mostrar unidade. O Missão tenta ganhar visibilidade pelo confronto. O PL ocupa espaços estratégicos. A esquerda organiza sua base por segmentos.

Nada disso define a eleição.

Mas tudo isso influencia como ela será disputada.

Na política, há um momento em que parecer forte é quase tão importante quanto ser forte.

Santa Catarina está exatamente nesse momento.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade