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Suprema Corte dos EUA limita proteção eleitoral a minorias raciais

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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta semana enfraquecer um dos principais mecanismos da Lei dos Direitos de Voto, legislação criada em 1965 para combater a discriminação racial nas eleições americanas. A mudança pode impactar diretamente a representação política de minorias raciais no país.

A decisão altera o entendimento sobre o uso de critérios raciais no desenho dos distritos eleitorais, prática conhecida como redistritamento. Pela regra anterior, estados podiam ser obrigados a criar distritos com maioria de eleitores negros ou latinos para garantir representatividade no Congresso e em assembleias estaduais.

Com a nova interpretação da maioria conservadora da Corte, ações judiciais contra mapas eleitorais passam a exigir prova de discriminação intencional, o que especialistas consideram mais difícil de demonstrar. A juíza Elena Kagan afirmou em voto divergente que a decisão cria uma barreira “quase intransponível” para contestar práticas discriminatórias.

Analistas avaliam que a medida pode abrir espaço para mudanças nos mapas eleitorais, especialmente em estados controlados pelo Partido Republicano. Organizações de direitos civis alertam que comunidades negras e latinas podem perder representatividade em eleições nacionais e locais.

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