O combate ao furto de energia em Mato Grosso entrou em uma nova fase — mais agressiva e direta. A Operação Energia Limpa passou a mirar quem realmente sustenta o esquema: os “gateiros”, especialistas em montar ligações clandestinas. Desde janeiro, 70 pessoas já foram presas, incluindo sete desses operadores-chave.
Um flagrante recente em Cuiabá expôs o tamanho do problema. Um “gateiro” foi surpreendido em plena ação dentro de um restaurante japonês, mostrando que o crime não está restrito a áreas isoladas e atinge também estabelecimentos comerciais.
A estratégia é cirúrgica: ao prender quem executa as fraudes, as autoridades conseguem derrubar vários pontos ilegais de uma só vez. Isso porque esses “profissionais” atuam atendendo diversos clientes, criando uma rede clandestina que drena energia e gera prejuízos em larga escala.
As operações, realizadas de forma contínua, buscam desmontar toda a cadeia do crime — do executor ao beneficiário. A ofensiva tem dificultado novas ligações ilegais e reduzido a reincidência, ampliando o controle sobre a rede elétrica.
Segundo a Energisa, o impacto vai além da questão financeira. Cada ligação clandestina representa risco real de acidentes, sobrecarga no sistema e interrupções no fornecimento, prejudicando diretamente quem paga a conta em dia.
Com apoio das forças de segurança e uso de inteligência, a operação cruza dados técnicos e denúncias para chegar aos responsáveis. E o alerta é claro: furtar energia é crime e pode resultar em até quatro anos de prisão.

































