O aumento das tensões envolvendo o Irã no Mar Vermelho tem elevado a pressão sobre algumas das principais rotas marítimas do mundo, essenciais para o transporte de petróleo e mercadorias. A região concentra três gargalos estratégicos: o Canal de Suez, o Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab-el-Mandeb.
Juntas, essas passagens respondem por cerca de um terço do fluxo global de petróleo, o que as torna fundamentais para a economia mundial. Especialistas apontam que o cenário atual lembra momentos históricos de crise, como a Crise do petróleo de 1973 e a Guerra do Golfo, com riscos de impactos diretos nos preços e no comércio internacional.
O principal foco de tensão está no Estreito de Ormuz, onde o Irã tem restringido a passagem de embarcações após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump ameaça retaliações, elevando o risco de escalada. Já no Estreito de Bab-el-Mandeb, a instabilidade é ampliada pela atuação de grupos armados no Iêmen, aliados a Teerã.
A interdependência entre essas rotas aumenta a vulnerabilidade global: qualquer interrupção em Bab-el-Mandeb afeta diretamente o funcionamento do Canal de Suez, rota chave entre Europa e Ásia. Diante desse cenário, cresce a preocupação com possíveis impactos no fornecimento de petróleo, no custo do transporte marítimo e no equilíbrio do comércio internacional.










