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Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Escolhas decisivas

PSD ao decidir por Caiado, um político conservador e de direita clássica, próximo a Bolsonaro, e ao escantear Eduardo Leite, visto como alternativa ao centro e por liberais, é visto por aliados de Kassab como uma “jogada de mestre” que manterá o partido como “fiel da balança” na polarização entre lulistas e bolsonaristas, embarcando nas eleições estaduais tendo como aliados tanto bolsonaristas, como petistas. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

Na Semana Santa, o PSD de Gilberto Kassab que definiu seu candidato à Presidência como sendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, promete agitar a janela partidária se que encerra no próximo sábado (de aleluia), 4 de abril. A data é o limite para que autoridades que ocupam cargos possam se desimcompatibilizar. Escolhido por Kassab, Caiado renuncia nesta terã, 31 de março. O governador Eduardo Leite agora pode não só trocar de partido, como analisa se comandará a sua sucessão no cargo ou se candidata ao Senado e, ainda, lança sua candidatura ao Planalto após ser preterido pelo cacique do PSD.

 

Cenário polarizado

Analistas apontam que com a escolha do PSD por Caiado, um político conservador clássico, que prometeu anistia aos crimes do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro como uma forma de “pacificar o país” em que mais de 70% se diz contra o benefício, corre o risco de ser “engolido pelo bolsonarismo” e tornar-se irrelevante, já que o eleitor pode preferir o “original” Flávio Bolsonaro a uma cópia. Por outro lado, Eduardo Leite – que não esconde sua frustração com Kassab – atrai economistas do Plano Real e tem grande simpatia da Faria Lima e setores que apoiaram Lula em 2022 para evitar a reeleição de Jair Messias. O PSD é o partido que tem mais prefeitos e governadores do país e se movimenta em tentar ser o fiel da balança neste cenário polarizado entre Lula e o filho zero um do ex-presidente.

 

Talvez venha aí uma surpresa

Sem um projeto novo, há risco de a eleição presidencial ser decidida no primeiro turno — algo inédito desde o Plano Real. E há quem diga, nos bastidores, que a decisão do PSD, diga-se de Kassab, por Caiado envolve uma complexa operação política que ainda pode vir a surpreender a todos. Mesmo com toda verborragia de Caiado contra Lula no lançamento de sua pré-candidatura, PT e PSD continuam conversando sobre alianças regionais, que pode levar o presidente do partido a ser vice do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo. Kassab, traído nos últimos dias com a decisão do atual vice-governador paulista de se filiar ao MDB, pode bagunçar o jogo da disputa local, caso aceite ser vice do candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes – sonho antigo do presidente nacional do PSD.

 

“A fatura da raposa”

Neste cenário, o anúncio de Caiado com pré-candidato do PSD ao Planalto pode virar cinzas nos próximos meses, sobretudo, se o goiano não avançar nas pesquisas e oferecer a decisão defendida na maioria do partido em ficar neutro nas eleições de outubro para presidente, mantendo alianças com petistas e bolsonaristas nos pleitos regionais. Uma fonte pessedista, ouvida pela reportagem desta coluna, lembrou que Kassab é uma “raposa” e pode muito bem, com sua escolha, “faturar” tanto com as canidaturas de reeleição de Lula ou do oposicionista Flávio Bolsonaro. evitar que a disputa se resuma a “quem é menos feio e abominável”.

 

Cenário pós-PSD

Eduardo Leite cogita candidatura pelo Cidadania após PSD escolher Caiado e diz que escolha do PSD fecha espaço para terceira via. Mas o movimento depende de decisçao dos tucanos. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

Após o PSD oficializar Caiado como seu candidato à Presidência, o governador Eduardo Leite (RS) afirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato. No entanto, insatisfeitos com a escolha do partido de Kassab, setores do Cidadania e do PSDB começam a articular a filiação de Leite para mantê-lo na disputa. O ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire, que classificou Caiado como “mais reacionário que o bolsonarismo”, é um dos entusiastas da ideia de filiá-lo ao Cidadania. Prazo para esta mudança é até o próximo sábado, 4 de abril.

 

Obstáculos

No entanto, a viabilidade da candidatura de Leite ao Planalto depende mais do PSDB, já que Cidadania e tucanos mantêm uma federação partidária. O presidente do Cidadania, Alex Manente, afirmou que a decisão precisa ser tomada em conjunto. O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), não descartou a possibilidade, mas disse que as conversas ainda não começaram. “Tudo é muito recente”, declarou.

 

Inconformismo e perspectivas

Leite declarou que a escolha do PSD “mantém o clima de polarização no país” e fecha espaços para uma terceira via. Apesar de dizer que seguirá como governador, não escondeu seu inconformismo: “Não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção”. A expectativa dos defensores de uma alternativa ao embate entre Lula e Flávio Bolsonaro é que as parcelas insatisfeitas dos tucanos e do centro democrático convençam Leite a disputar.

 

Candidato da geração Z

O crescimento do outsider Renan Santos entre jovens que consideram Flávio moderado demais acende um sinal de alerta no Planalto, que vê na candidatura do MBL uma tentativa de “marçalizar” a eleição nacional. (Foto: Divulgação / Redes digitais)

O candidato do partido Missão à Presidência, Renan Santos – um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), alcançou 4,6% das intenções de voto na pesquisa Atlas/Bloomberg e aparece com 24,7% entre jovens de 16 a 24 anos. Apelidado de “Milei brasileiro” por apoiadores, ele aposta em um estilo intempestivo, ideias disruptivas e forte presença nas redes digitais. Renan se posiciona à direita de Flávio Bolsonaro, a quem chama de “Judas”, e rejeita o papel de “linha auxiliar” do senador.

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Discurso anti-sistema

Renan afirma que fará uma campanha “sem lacração” e “sincericida”, dizendo o que pensa sem filtro. Entre suas propostas estão endurecimento de leis penais, defesa do encarceramento em massa, nova reforma da Previdência, desindexação de benefícios do salário mínimo, fusão de municípios e transformação do Nordeste em uma “Arábia Saudita” com zonas econômicas especiais. Em viagem a Caetés (PE), jogou sal grosso na antiga casa onde Lula viveu e disse querer evitar que “outro Lula” surja.

 

Preocupação do governo

A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que 73% dos jovens de 16 a 24 anos desaprovam Lula, uma escalada de 14 pontos em um mês. O crescimento de Renan nessa faixa etária acendeu alertas no Planalto, que vê a juventude mais empolgada com candidaturas de direita. Flávio Bolsonaro lidera entre os jovens com 37%, contra 28,6% de Lula. Analistas apontam que Renan atrai uma direita mais ideológica, insatisfeita com o “recuo ao centro” de Flávio.

 

Governo age sobre combustíveis

Governo estuda medidas temporárias para conter alta dos combustíveis após escalada do petróleo. GLP, com 20% de dependência de importação, é foco de atenção. Ações somam-se à MP 1340 de 2026, que tem força de lei e está em tramitação no Congresso, e decretos já publicados. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Diante da escalada do preço internacional do petróleo e da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, o governo federal estuda um conjunto de ações para mitigar os impactos sobre os preços nacionais de combustíveis. As iniciativas se somam às já formalizadas pela Medida Provisória (MP) 1340 de 2026 e pelos Decretos 12876 e 12878. O objetivo é reduzir pressões sobre os preços, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico.

 

Foco no GLP e abastecimento

Entre os mercados mais sensíveis está o gás liquefeito de petróleo (GLP), cujo suprimento depende em cerca de 20% de importações e possui forte relevância social. As medidas em discussão terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços que impacta diretamente o custo da energia e da logística no país. A estratégia combina instrumentos de proteção ao mercado interno, subvenção a bens essenciais e mecanismos econômicos para mitigar distorções.

 

Proteção ao consumidor

O conjunto de iniciativas busca proteger consumidores e setores produtivos dos efeitos mais imediatos do cenário internacional, preservando a previsibilidade econômica e a estabilidade do abastecimento. As ações integram um esforço coordenado para assegurar acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população.

 

Frenlogi propõe poliduto

Frenlogi solicita estudos para poliduto ligando MT ao Sul e Sudeste; iniciativa visa escoar biocombustíveis e fortalecer competitividade do Centro-Oeste. (Foto: Divulgação / Frenlogi)

A Frente Parlamentar Mista da Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME) a realização de estudos para a construção de um poliduto que conecte Mato Grosso à malha dutoviária das regiões Sul e Sudeste. A iniciativa busca ampliar a eficiência logística no transporte de combustíveis e fortalecer a competitividade dos biocombustíveis produzidos no Centro-Oeste.

 

Reunião no MME

O tema foi discutido em encontro no MME, com participação do diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI, Edinho Bez, e de autoridades como o secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho; o secretário-executivo do MME, Gustavo Ataide; a secretária nacional de Transição Energética, Lorena Perim; e representantes da ANEINFRA, Higor Guerra (presidente) e Maurício Drummond (vice-presidente).

 

Alinhamento estratégico

A proposta está alinhada às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e à necessidade de expansão da infraestrutura logística para acompanhar o crescimento da produção de etanol de milho, biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF) no Centro-Oeste. O apoio institucional visa viabilizar os estudos técnicos e o acompanhamento do projeto junto aos órgãos responsáveis.

 

Abrati debate transporte clandestino

Abrati participa de seminário em MG sobre combate ao transporte clandestino. Setor alerta para riscos à segurança e defende fiscalização rigorosa. ANTT, PRF e Polícias Militares debateram medidas de proteção ao passageiro. (Foto: Edy Fernandes / Fetram)

A diretora-geral da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Interestadual de Passageiros (Abrati), Letícia Pineschi, participou do 1º Seminário Mobilidade com Responsabilidade, realizado pela Fetram em Belo Horizonte no último dia 26. O encontro reuniu autoridades da segurança pública, órgãos reguladores e especialistas para traçar estratégias de combate ao transporte irregular e garantir a proteção do cidadão, com o tema “Transporte seguro, cidadão protegido”.

 

Debate multissetorial

Pineschi mediou o painel “Segurança em Pauta: A ‘Roleta Russa’ do Clandestino” e enfatizou que o setor transporta vidas, não apenas passageiros. Ela defendeu a compilação de dados para estimular um debate sobre medidas que aumentem a segurança viária nas rodovias. Autoridades da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Departamento Estadual de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) foram unânimes: o transporte ilegal é questão de saúde pública, com veículos sem manutenção, motoristas exaustos e ausência de seguros.

 

Fiscalização e segurança

O jurista Flávio Unes destacou que o combate ao transporte irregular exige aplicação rigorosa da lei para evitar concorrência desleal que compromete a sustentabilidade do transporte regular. O presidente da Fetram, Rubens Lessa Carvalho, afirmou que o seminário marca o início de uma mobilização permanente. “O transporte clandestino vende uma economia ilusória que pode custar a vida do passageiro”, concluiu.

 

Abrati prevê alta de 20%

Abrati projeta crescimento de 20% nas viagens em abril por conta da Semana Santa. Entidade descarta repasse de alta do diesel e destaca mudança no comportamento do Carnaval. (Foto: Divulgação / Abrati)

A Associação Brasileira de Transporte Interestadual de Passageiros (Abrati) espera um aumento de pelo menos 20% no movimento de passageiros em abril, impulsionado pela Semana Santa e pelo feriado prolongado de Páscoa. Em abril de 2025, 2,63 milhões de pessoas utilizaram os ônibus das associadas. A data católica abre o mês e deve impulsionar os resultados do período.

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Riscos externos

A diretora-geral da Abrati, Letícia Pineschi, afirmou que, apesar da possível alta do diesel provocada pelo conflito no Oriente Médio, as empresas não devem repassar o aumento ao consumidor. “Não há espaço para reajustar preços. Nosso público já vem sendo impactado por outras contas”, disse. A entidade aguarda os números oficiais da ANTT sobre fevereiro, que ficaram abaixo do esperado.

 

Mudanças de comportamento

Segundo Pineschi, o Carnaval perdeu força para viagens interestaduais porque a festa se espalhou por todo o país, reduzindo a necessidade de deslocamento entre estados. Já a Semana Santa tem perfil mais familiar, com participação de crianças e tradições como ovos de Páscoa, o que anima as projeções do setor.

 

Brasil estreia em feira de alimentos da União Europeia

Brasil estreia na Alimentaria, em Barcelona, com produtos como açaí, café e cachaça. Participação ocorre em contexto de aproximação do Mercosul com União Europeia. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Brasil participou pela primeira vez da feira Alimentaria, realizada de 23 a 26 de março em Barcelona, uma das principais feiras internacionais dos setores de alimentos, bebidas e gastronomia. A ação foi coordenada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI).

 

Fluxo e perspectivas

O espaço brasileiro registrou grande fluxo de visitantes ao longo dos quatro dias, indicando interesse internacional pela diversidade dos produtos do agro nacional e abrindo perspectivas para negócios e expansão comercial na região. A participação integra a estratégia de promoção internacional do setor, aproximando empresas de canais de distribuição e fortalecendo a imagem dos produtos brasileiros no exterior. O Pavilhão Brasil apresentou produtos como açaí, café, cachaça, molhos e alimentos termoprocessados.

 

Contexto comercial

A estreia ocorre em momento de maior aproximação comercial entre Mercosul e União Europeia, com expectativa de mais oportunidades para os produtos brasileiros no mercado europeu. Em 2025, a União Europeia foi o segundo principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com R$ 131,8 bilhões, valor 8,6% superior ao registrado em 2024. A Alimentaria 2026 reuniu cerca de 110 mil visitantes e mais de 3.300 expositores.

 

CMN amplia crédito para genética

CMN amplia RenovAgro para financiar sêmen, óvulos e embriões, sem limite percentual. Biotecnologias reduzem a pegada de carbono em até 49% e aumentam a produtividade. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no RenovAgro, programa de crédito rural voltado a sistemas de produção de baixo carbono. A partir de agora, produtores poderão acessar recursos para aquisição de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços de inseminação artificial e transferência de embriões. A inclusão não tem limite percentual do valor total do projeto, permitindo uso integral do limite disponível, atualmente de R$ 5 milhões.

 

Produtividade e sustentabilidade

Estudos técnicos mostram que a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) pode reduzir em até 37% a pegada de carbono por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Entre os avanços produtivos, destacam-se a redução da idade ao primeiro parto (de 48 para 24 meses) e a elevação da taxa de desmame (de 60% para 80%). O prazo de financiamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.

 

Pronaf e impacto

A resolução também atualiza regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas biotecnologias, com taxas de juros diferenciadas para pecuária de leite. A medida integra a agenda do Mapa de promoção de sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis, reduzindo o consumo de insumos, as emissões de metano e os custos de produção.

 

Agro abre três novos mercados

Brasil abre mercados para carne suína em El Salvador, feno seco nas Filipinas e sementes de coco em Trinidad e Tobago. Agro soma 555 aberturas desde 2023. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O governo brasileiro concluiu negociações para exportação de novos produtos agropecuários para El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. Em El Salvador, foram abertos mercados para carne suína e derivados; o país importou R$ 539 milhões do agro brasileiro em 2025. Nas Filipinas, a autorização para feno seco amplia oportunidades em um mercado de 112 milhões de habitantes, que importou R$ 9,4 bilhões do Brasil no ano passado.

 

Trinidad e Tobago

Em Trinidad e Tobago, a aprovação para sementes de coco contribuirá para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local. O país importou R$ 319 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. As aberturas permitem maior aproveitamento econômico das cadeias produtivas e agregação de valor.

 

Total e parceria

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 555 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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