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ATO POLÊMICO

Fabiana Bolsonaro pinta o corpo de marrom e gera polêmica sobre racismo e transfobia

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Uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo foi tomada por tensão e controvérsia nesta quarta-feira após um gesto polêmico da deputada estadual Fabiana Bolsonaro. Durante seu discurso em plenário, a parlamentar pintou o rosto e parte do corpo com tinta marrom, provocando choque imediato entre colegas e viralizando nas redes sociais.

 

O ato ocorreu enquanto Fabiana criticava a eleição da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ela anunciou que faria um “experimento social” e passou a aplicar a tinta, afirmando que, sendo uma mulher branca, não poderia representar pessoas que sofrem racismo, mesmo se pintasse o corpo.

 

Em seguida, Fabiana disse estar entristecida com a escolha de Erika Hilton. Segundo ela, a questão não seria o fato de a deputada ser uma mulher trans, mas a percepção de que a eleição retiraria espaço de fala de mulheres cisgênero. As declarações geraram reação imediata da oposição e elevaram o clima de tensão no plenário.

 

Durante a mesma intervenção, a deputada bolsonarista afirmou ainda que mulheres trans não deveriam participar de competições esportivas femininas, reforçando críticas de colegas e de movimentos sociais, que classificaram suas palavras como discriminatórias e ofensivas.

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A sessão foi interrompida após pedido da deputada Mônica Seixas, que apontou o gesto como um caso claro de blackface — prática historicamente usada para ridicularizar pessoas negras. Seixas alertou que a situação extrapolou o debate político e configurou um episódio grave de racismo e transfobia dentro do Parlamento paulista.

 

Fabiana Bolsonaro negou a acusação de blackface, alegando que sua intenção era apenas ilustrar um argumento político. Mesmo assim, a atitude provocou críticas imediatas de parlamentares, especialistas e usuários de redes sociais, que destacaram o simbolismo racista do ato, independentemente da justificativa.

 

O episódio reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão no Legislativo e sobre a responsabilidade de agentes públicos ao tratar de temas sensíveis como raça, identidade de gênero e direitos das mulheres. A expectativa é de que o caso continue rendendo discussões políticas e institucionais, com possíveis desdobramentos disciplinares dentro da Alesp.

 

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