MATO GROSSO

ALMT cobra explicações sobre R$ 448,5 milhões aplicados em fundo ligado a instituição sob investigação

A quebra do Banco Master é apontada como parte de um modelo da gestão de Campos Neto que favoreceu a proliferação de fintechs e estruturas pouco ortodoxas, algumas ligadas ao crime organizado, socializando os prejuízos quando o colapso era inevitável. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou um requerimento que solicita explicações ao governo de Mauro Mendes sobre o aporte de R$ 448,5 milhões em recursos públicos no MT-Par Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado (FIDC NP). O fundo era administrado pela Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que foi liquidada pelo Banco Central em meio a investigações relacionadas ao chamado “Caso Master” e suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital.

O pedido foi apresentado pelo deputado estadual Lúdio Cabral, que argumenta ser necessário garantir segurança e governança sobre os recursos públicos destinados à concessão da BR-163/MT. Segundo ele, os valores foram confiados a uma instituição que atualmente está sob liquidação, o que levanta preocupações sobre a gestão e o destino do dinheiro.

No documento, o parlamentar detalha contratos firmados entre a MT-Par e a Reag, incluindo valores para constituição e administração do fundo, além de custos de manutenção. Ele também aponta que, somente em 2023, foram aportados cerca de R$ 448,5 milhões no fundo, destinados à reestruturação financeira da rodovia.

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Entre as informações solicitadas estão dados sobre a atual administradora do fundo, relatórios financeiros, auditorias, movimentações entre 2023 e 2026 e possíveis impactos da liquidação na concessão da BR-163/MT. O requerimento destaca que a situação “ganha especial relevância quando recursos públicos estão aplicados ou administrados por fundos geridos por instituições investigadas”, reforçando a necessidade de transparência e apuração de responsabilidades.

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