Três empresas ligadas à “família do tráfico” foram fechadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5) no nortão de Mato Grosso. Segundo a investigação, os negócios eram usados para lavar cerca de R$ 2 milhões em um ano e sete meses, movimentados pelo grupo criminoso comandado por Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, que segue foragida desde agosto do ano passado.
A operação Showdown resultou na prisão da filha, do genro e do pai de Angélica, Kauany Beatriz, grávida, Guilherme Laureth e Paulo Felizardo. Kauany e Guilherme foram detidos em Alta Floresta, enquanto Paulo foi preso em garimpo na região de Nova Bandeirantes. Os dois primeiros ostentavam vida de luxo, com imóveis, carros e viagens internacionais, e atuavam como operadores financeiros do grupo.
Entre os negócios fechados estão a loja de sapatos “Kauany Shoes Boquite AF”, um estúdio de beleza e uma loja de roupas multimarcas. O esquema também envolvia garimpo irregular em Alta Floresta e exploração de bar e prostíbulo em Nova Bandeirantes, usados para tráfico, extorsão e lavagem de recursos.
Durante a operação, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão, 6 sequestros de veículos, 4 de imóveis, bloqueio de contas bancárias e suspensão de três pessoas jurídicas, visando desarticular totalmente a estrutura financeira da facção Comando Vermelho na região.
































