A corrida pelo Governo de Mato Grosso já começa a ser moldada pelo cenário nacional, e o sobrenome Bolsonaro pode novamente pesar nas urnas. Em entrevista à TV Pantanal, o deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República tende a impulsionar diretamente o projeto do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa estadual.
Para Júlio, a história eleitoral do Estado mostra que o voto para presidente costuma puxar o voto para governador. “Aqui em Mato Grosso sempre a candidatura à presidente influi na de governador”, afirmou o parlamentar, destacando que uma chapa forte no plano nacional pode arrastar apoio político e eleitoral nos estados.
O deputado ressaltou que o sobrenome Bolsonaro continua sendo um dos mais poderosos do país em termos de mobilização popular. Segundo ele, Jair Bolsonaro ainda mantém enorme influência entre os eleitores mato-grossenses, o que fortalece a candidatura do filho. “O nome Bolsonaro ainda é um marketing muito grande no Brasil. O presidente Bolsonaro é muito querido no povão brasileiro”, disse à TV Pantanal.
Na avaliação de Júlio, esse capital político deve beneficiar diretamente o PL em Mato Grosso. “O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, vai sim ajudar a viabilizar o candidato do seu partido, Wellington Fagundes”, afirmou, cravando que a disputa pelo Palácio Paiaguás será fortemente influenciada pela corrida presidencial.
O deputado também citou o exemplo de 2022, quando Jair Bolsonaro, mesmo derrotado nacionalmente, venceu em 123 municípios de Mato Grosso, contra apenas 18 de Lula, ajudando a impulsionar a reeleição do governador Mauro Mendes. Para Júlio, esse histórico mostra que o bolsonarismo segue sendo uma força decisiva no Estado.
Voto presidencial que impacta
Júlio Campos afirmou que a influência da eleição presidencial sobre a disputa pelo governo estadual é histórica em Mato Grosso. Como exemplo, ele citou o pleito de 1998, quando disputava pelo então PFL e viu o cenário mudar com o avanço da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à reeleição.
Segundo o deputado, a boa avaliação do governo FHC levou o eleitorado a transferir esse apoio para o candidato do mesmo número, Dante de Oliveira, do PSDB, que acabou vencendo a eleição em Mato Grosso. Para Júlio, esse episódio mostra como o voto presidencial costuma puxar o voto para governador no Estado.

































