MATO GROSSO

DISCUSO RADICAL

MST ameaça enviar militantes à Venezuela após ação dos EUA e fala em “invasão”

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Sob um clima de tensão internacional e discurso inflamado, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou ao centro das atenções ao anunciar que avalia enviar militantes à Venezuela, em reação ao que classifica como uma ofensiva dos Estados Unidos contra o governo venezuelano. A declaração foi divulgada em nota nesta terça-feira (06) e rapidamente repercutiu no meio político e em setores da imprensa.

 

Segundo o movimento, a decisão ainda está em fase de avaliação, mas a possibilidade de atuação direta no território venezuelano não está descartada. O MST afirmou que mantém relações históricas de solidariedade com a Venezuela, destacando parcerias na produção de alimentos, intercâmbio técnico e desenvolvimento de práticas de agroecologia, áreas que considera estratégicas para a soberania dos povos latino-americanos.

 

No comunicado, o tom adotado é de confronto. O movimento afirmou que, neste primeiro momento, concentra esforços em denunciar o que chama de sequestro, invasão e mortes atribuídas à ação do governo norte-americano, deixando claro que novas frentes de mobilização podem ser abertas caso o cenário se agrave. “O envio de outras frentes de contribuição dependerá da necessidade”, pontuou o MST.

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A posição do movimento está diretamente ligada à sua base ideológica, que dialoga com correntes marxistas e socialistas. Para o MST, o comunismo é visto como um modelo de organização social que busca romper com a concentração de terras e riquezas, defendendo a coletivização dos meios de produção, a função social da terra e a superação do que considera exploração do trabalho pelo capitalismo.

 

Dentro dessa visão, o movimento enxerga governos alinhados à esquerda, como o da Venezuela, como símbolos de resistência ao imperialismo e à hegemonia econômica global. Assim, ações lideradas por potências como os Estados Unidos são interpretadas como ataques políticos e ideológicos a projetos que desafiam a ordem capitalista internacional, reforçando o discurso de mobilização e solidariedade adotado pelo MST.

 

 

Veja nota na íntegra:

Ainda não está muito claro o desdobramento dessas ações, mas a gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário.

 

As nossas relações de solidariedade concretas na Venezuela são muito claras, definidas, são públicas, inclusive, a gente tem contribuído no processo de avanço da produção de alimentos, desenvolvimento da agroecologia, de tecnologias em agroecologia, para fomentar a produção massiva de alimentos para o povo venezuelano, isso já faz algum tempo, e sendo necessário outras frentes de contribuição em algum momento, a gente certamente estará se preparando para poder dar conta dessas demandas que possam vir a surgir.

 

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Nesse primeiro momento, a gente está muito focado ainda em fazer essa denúncia imediata, que é a denúncia do sequestro, da invasão e das mortes que foram causadas pelo governo dos Estados Unidos.

 

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