MATO GROSSO

Gaeco mira grupo de ex-PMs e bloqueia bens em operação contra lavagem e extorsão

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Decisão do juiz Moacir Rogério Tortato, que autorizou a Operação Fides Fracta, determinou o bloqueio de bens de investigados e de empresas usadas para lavagem de dinheiro. A ação, deflagrada pelo Gaeco na manhã de quarta-feira (26), apura a atuação de uma organização criminosa composta por policiais militares que operavam na região metropolitana de Cuiabá, Várzea Grande e também em Goiânia (GO).

Entre os alvos estão os militares Tiago Alves da Silva, apontado como líder do grupo, Oberdann Vinicius de Morais, Eloi Adriano Alfonso Morais, Mário Sérgio de Oliveira, Pedro Antônio Norato Victor, Nilson Moraes de Aguiar e Jonny Zielasko Júnior, além de mais de 15 civis envolvidos no esquema. Segundo a investigação, Tiago centralizava as atividades ilícitas e utilizava familiares como laranjas em empresas como TS Incorporação, TS Soluções Cred e Silva Multimarcas.

As empresas, conforme o Gaeco, não possuem estrutura compatível com o declarado e funcionavam apenas para dissimulação patrimonial e reciclagem de recursos obtidos com crimes como usura e extorsão. Tiago realizava empréstimos ilegais a juros abusivos e exigia veículos como garantia, registrando bens em nome de terceiros. Em 2021, seu patrimônio já era considerado incompatível com o salário de policial militar.

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Foram identificados 18 veículos em seu nome, entre eles um Chevrolet Camaro, um Volvo XC60 e uma BMW, avaliados em mais de R$ 1,3 milhão. Entre 2020 e 2022, ele e o irmão, Eclesiaste, movimentaram mais de R$ 8 milhões apenas pela TS Incorporação. Boletins de ocorrência relatam ainda episódios de cárcere privado, ameaças armadas e tortura praticados pelo grupo para cobrar dívidas, reforçando a existência de uma organização criminosa estruturada.

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