MATO GROSSO

NOVO MDB?

Bortolin diz que sigla vive articulação inédita e promete “chapa completa”

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Durante uma entrevista à Rádio Cultura, nesta semana o presidente da AMM, Leonardo Bortolin (MDB), acendeu o alerta ao afirmar que as críticas dirigidas à montagem das chapas para 2026 fazem parte de um movimento “orquestrado” para desestabilizar a deputada Janaina Riva e corroer sua autoridade no comando estadual do MDB.

Bortolin reagiu após o presidente do MDB em Cuiabá, Francisco Faiad, lançar nova onda de turbulência ao afirmar que os deputados federais Juarez Costa e Emanuelzinho estariam cogitando abandonar o partido por insatisfação — uma declaração que acirrou ainda mais as disputas internas e reacendeu rumores de racha dentro da sigla.

Leonardo Bortolin afirmou que está em curso uma “tentativa de enfraquecimento da Janaina Riva”, destacando que opositores atacam justamente sua capacidade de liderança para dizer que “ela não teve condições de construir chapa enquanto presidente”.

Enquanto isso, Francisco Faiad critica a guinada do MDB para a direita conservadora sob comando de Janaina — movimento que, segundo ele, estaria levando Emanuelzinho a considerar deixar a sigla.

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Juarez Costa, por outro lado, teria sido convidado pelo Republicanos e aguarda “qual chapa será mais forte” para decidir se continua no MDB ou migra para outra legenda.

Em tom enigmático, Bortolin revelou que o MDB está prestes a receber dois nomes de peso, ambos vindos de partidos rivais e com bases totalmente divergentes das de Janaina Riva. Sem revelar identidades, ele aumentou o suspense nos bastidores políticos: “É claro que não posso nem comentar aqui, mas tem duas pessoas que hoje estão em outro partido, conversando para vir para o MDB… O que posso garantir é que é para a Câmara Federal”, disparou.

Ao comentar a chapa estadual, o presidente afirmou que Janaina conseguiu realizar um trabalho considerado muito mais amplo e articulado do que na eleição passada. Segundo ele, desta vez o MDB chega com uma estrutura completa e renovada, incluindo sua própria pré-candidatura, e com bem mais musculatura do que quando a sigla era comandada por Carlos Bezerra.

Bortolin reforçou que o partido reunirá 25 candidatos competitivos, todos com potencial de 5 a 10 mil votos. “Nosso esforço é para garantir que, mesmo no pior cenário, o MDB mantenha as quatro vagas que tem hoje”, garantiu, reforçando a narrativa de que a sigla entra em 2026 mais organizada, reforçada e com ambição de crescer.

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