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“Milho na Era Bio”: O futuro da produtividade será debatido em grande encontro técnico da Fundação MT

Foto: Encontro Técnico do Milho de 2024/Fundação MT

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Evento em Cuiabá reunirá especialistas para discutir biotecnologias, bioinsumos e os novos desafios do agronegócio mato-grossense

 

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) se prepara para transformar Cuiabá no epicentro da inovação agrícola. No dia 27 de novembro, o Hotel Gran Odara receberá a 6ª edição do Encontro Técnico do Milho, que traz como tema “O Milho na Era Bio” — uma imersão completa nas tendências que estão moldando o futuro da cultura. Com painéis técnicos, debates intensos e troca de experiências, o evento promete reunir produtores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir o impacto das novas tecnologias biológicas na produtividade e sustentabilidade do campo.

Entre os destaques, o engenheiro agrônomo André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult, abre o evento com um panorama sobre o mercado do milho na safra 25/26, analisando riscos, oportunidades e projeções econômicas. Já o painel de biotecnologias colocará sob os holofotes a Spodoptera frugiperda, a temida “lagarta-do-cartucho”, que desafia a produção há décadas. Pesquisadores vão debater o enfraquecimento das tecnologias Bt e a urgência de novas estratégias de manejo integrado, que combinem o uso de biotecnologia com controle biológico, químico e comportamental.

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A entomologista Mariana Ortega, da Fundação MT, alerta que o cenário exige vigilância constante. “O produtor precisa ter acesso a materiais convencionais competitivos e realizar um manejo inteligente. Só assim será possível garantir produtividade e rentabilidade sem esgotar as ferramentas biotecnológicas”, destaca. Ela lembra que a última atualização tecnológica ocorreu há mais de uma década, e a resistência da praga já é observada em várias regiões.

Outro tema de peso será a fitotecnia e o planejamento estratégico da lavoura, com a pesquisadora Daniela Dalla Costa explicando como o conhecimento sobre híbridos e condições locais pode evitar prejuízos. “O milho é a cultura secundária do sistema, mas é essencial para manter a rentabilidade geral da produção. Um manejo eficiente é vital para o equilíbrio do sistema produtivo”, enfatiza.

O evento contará com quatro painéis temáticos, abordando desde tendências de mercado e bioinsumos até bioenergia e o futuro do etanol e DDG. O encontro se encerrará com um coquetel de confraternização, celebrando o conhecimento e a inovação que movem o agronegócio mato-grossense.

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