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Dividido entre MDB e REP, Juarez segue “cozinhando o galo”

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Cuiabá (MT) – O deputado federal Juarez Costa, em seu segundo mandato e apontado como um dos favoritos na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, decidiu adiar a definição sobre sua filiação partidária até março do próximo ano. A estratégia visa equilibrar interesses regionais e manter boas relações em Brasília.

Juarez, atualmente no MDB, tem reiterado a aliados que continuará na legenda. A sinalização de permanência ficou ainda mais clara com sua recente nomeação como secretário-geral do novo diretório estadual do partido. No entanto, nos bastidores, o parlamentar mantém conversas avançadas com o Republicanos, legenda comandada em Mato Grosso pelo vice-governador Otaviano Pivetta, com quem tem bom trânsito político.

Estratégia para manter portas abertas em Brasília

A cautela de Juarez tem fundamento. Como parlamentar de um partido que integra a base do governo Lula (PT), ele evita rupturas que possam comprometer o acesso a ministérios, recursos e convênios federais — ferramentas essenciais para a manutenção de sua influência política no Estado.

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Uma eventual migração para o Republicanos, considerado de oposição ao Palácio do Planalto, poderia fechar portas importantes em Brasília. Por isso, a decisão final só deve ser anunciada no limite do prazo da janela partidária, em março de 2026.

Disputa por Juarez: MDB quer vaga, Republicanos mira duas

Tanto o MDB quanto o Republicanos tratam Juarez como um pré-candidato prioritário e, sobretudo, como um puxador de votos. Com base em levantamentos internos, a expectativa é de que o deputado possa ultrapassar a marca de 100 mil votos nas eleições.

Para o MDB, sua presença na chapa garantiria ao menos uma vaga na Câmara. Já o Republicanos acredita que, com Juarez na nominata, o partido poderia eleger dois deputados federais.

Definição será em março

Até lá, Juarez seguirá com discurso dúbio: fidelidade ao MDB no discurso, mas manutenção de alianças estratégicas com o Republicanos nos bastidores. A movimentação faz parte de um jogo político que visa manter capilaridade em todas as frentes, tanto em nível estadual quanto federal.

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