MATO GROSSO

Governo avalia compra da Santa Casa e pode entrar em leilão do TRT

O Hospital Estadual Santa Casa também presta atendimento intra-hospitalar a pacientes internados na UTI e na enfermaria Crédito - Secom-MT

publicidade

publicidade

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo (União), afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo avalia participar do leilão do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, marcado para a próxima semana pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A declaração surpreendeu, já que o Estado havia afirmado anteriormente não ter condições de manter a unidade.

Durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Figueiredo revelou que o Executivo poderá apresentar lance para adquirir o imóvel e manter os atendimentos, em movimento contrário ao discurso do governador Mauro Mendes (União), que defendia o fechamento da unidade e a transferência de parte dos serviços ao Hospital Central. A obra, prevista para ser entregue ainda este ano, não terá atendimento oncológico.

À imprensa, o secretário confirmou a estratégia, mas sem detalhar valores ou a origem dos recursos. Ele destacou que, além da compra direta pelo Estado, existe a possibilidade de uma instituição privada arrematar o imóvel e depois firmar contrato com o governo para prestar serviços. “Quem for arrematar e tocar o serviço lá, contratualize com o governo do Estado”, disse.

Leia Também:  CCJR analisa 22 projetos em reunião ordinária na ALMT

O prédio da Santa Casa, tombado como patrimônio histórico, está localizado na Praça do Seminário, em Cuiabá, e tem 22 mil metros quadrados de terreno e 20 mil de área construída. O edital prevê lance mínimo de R$ 54,7 milhões e determina que o imóvel será entregue no estado atual. Parte da estrutura está sob requisição administrativa do governo desde 2019 e deverá ser desocupada até dezembro de 2025.

A Santa Casa encerrou as atividades em 2019 após grave crise financeira. Desde então, o Estado já destinou cerca de R$ 32 milhões ao espaço para pagamento de salários e verbas trabalhistas, mas ainda há dívidas pendentes. A venda é considerada essencial para quitar esses débitos.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade