MATO GROSSO

Presidente do MDB de Brasnorte é preso por ligação com temido narcotraficante “Cabeça Branca”

Montagem: Repórter MT

publicidade

publicidade

Alessandro Rogério de Aguiar, presidente do MDB em Brasnorte (589 km de Cuiabá), foi preso na última terça-feira (5) durante a Operação Narcoimperium, da Polícia Federal, que mira uma poderosa quadrilha envolvida no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo o juiz federal Jeferson Shneider, da 5ª Vara da Justiça Federal da 1ª Região, o político tinha elo direto com ninguém menos que Luiz Carlos da Rocha — o temido “Cabeça Branca”, um dos maiores narcotraficantes da América do Sul.

Conhecido pelos apelidos “Pelúcia” e “Gordinho”, Alessandro não era um mero figurante: a PF aponta que ele comandava operações criminosas no estado, liderava o grupo investigado, era dono de um avião carregado com quase 300 kg de cocaína abatido pela FAB em 2021, e ainda pagava equipes para montar pistas clandestinas de pouso e fazer o transbordo da droga em solo mato-grossense.

Alessandro Rogério de Aguiar — conhecido pelos apelidos “Pelúcia” e “Gordinho” — é apontado pela Justiça Federal como líder de uma organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com decisão do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal da 1ª Região, ele seria o verdadeiro dono da aeronave PT-INM, que foi abatida pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 2021 com 296 kg de cocaína a bordo.

Leia Também:  Ônibus colide com carreta e tomba na BR-163; motorista fica ferido

Ainda segundo a decisão judicial, Alessandro também era responsável por contratar e pagar pessoas encarregadas de preparar pistas de pouso clandestinas e organizar o transporte da droga na região de Brasnorte (MT). Há indícios de que ele utilizava uma madeireira, onde seria sócio, como ponto de encontro com outros integrantes do esquema criminoso.

O político já havia sido condenado anteriormente a 14 anos de prisão pelos mesmos crimes, durante a Operação Sem Saída, mas cumpria pena em liberdade com tornozeleira eletrônica. Mesmo monitorado, teria retomado contato com a rede de traficantes.

Além de Alessandro, outros três suspeitos tiveram a prisão decretada na Operação Narcoimperium:

Maicon Prussak, suspeito de ser o comprador da aeronave usada para o transporte de cocaína;

Carlos Alberto Fernandes de Souza, conhecido como “Beto”, funcionário da madeireira, que teria auxiliado na compra do avião e fornecido documentos para a transação;

Revelino Rodrigues, que teria usado uma identidade falsa — “Lucas da Silva Barros” — para retirar a aeronave da empresa vendedora.

Leia Também:  Goleiro Glaycon segue no Mixto e reforça a equipe na Série D

A Justiça também determinou mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores no valor de até R$ 7,5 milhões e o afastamento do sigilo telefônico dos quatro investigados.

Vale lembrar que Alessandro foi preso em novembro de 2024, também pela Polícia Federal, por envolvimento no vazamento de vídeos íntimos do delegado e político Eric Fantin (PL).

 

Operação Narcoimperium

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (5) a Operação Narcoimperium para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em Brasnorte e Tangará da Serra, com o cumprimento de quatro mandados de prisão, seis de busca e apreensão e o sequestro de bens avaliados em R$ 7,5 milhões.

A investigação é um desdobramento da Operação Catrapo e revelou que o grupo usava aeronaves para transportar grandes quantidades de cocaína. Um dos aviões, abatido pela FAB em 2021 com 300 kg da droga, foi adquirido pelos investigados.

Os envolvidos poderão responder por tráfico internacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade