A decisão dos parlamentares oposicionistas ao governo Lula aconteceu após concederem entrevista na rampa do Congresso e afirmarem que a decisão proferida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, é “uma violência institucional” sem tamanho.
Por Humberto Azevedo
Em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, os parlamentares bolsonaristas ocuparam no início da tarde desta terça-feira, 5 de agosto, as Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal com objetivo de impedir que seja realizada a sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional.
A decisão dos parlamentares oposicionistas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconteceu após concederem entrevista na rampa do Congresso e afirmarem, nas palavras do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que a decisão proferida pelo ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é “uma violência institucional” sem tamanho.
A estratégia bolsonarista copia o modus operandi ao qual partidos de esquerda, quando se encontravam na oposição, já realizou como em abril de 2016 contra a abertura do processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), atual presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – conhecido como “Banco dos Brics”.

Apesar de utilizar esta estratégia em outras oportunidades como quando tentaram bloquear a votação da reforma da previdência nos governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro, o atual líder do PT na “Casa do Povo” condenou a estratégia agora utilizada pelos adversários bolsonaristas.
“A ocupação da Mesa Diretora como forma de protesto político não é uma invenção da direita, tampouco inédita no Congresso. O PT e seus aliados já utilizaram a mesma tática em múltiplos momentos, sobretudo quando estavam na oposição ou enfrentando derrotas estratégicas. Trata-se de um recurso radical de obstrução política, mas que já foi legitimado historicamente pelas próprias forças que hoje o criticam”, afirma o deputado Luciano Zucco – líder da oposição bolsonarista na Câmara.




















