A caminhonete Hilux prata usada no audacioso assalto à agência do Sicredi em Brasnorte, na tarde de quinta-feira (31), havia sido roubada poucos dias antes, na terça-feira (29). O veículo pertence a um idoso que revelou ter sido vítima de um golpe cruel. Os criminosos se passaram por policiais militares para tomar o utilitário à força, preparando o terreno para o crime que abalou a cidade.
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Ele relatou momentos de puro terror nas mãos dos criminosos mascarados e armados. “Foi uma situação desesperadora. No dia 29, fui surpreendido pela quadrilha. Eles estavam usando máscaras, fardas da Polícia Militar e botas. Já tinham tomado a chave da caminhonete, aberto a porta do banco de trás e me jogaram lá dentro. Sou evangélico e tentei fazer uma oração, mas eles taparam minha boca com a mão e me aplicaram um choque elétrico. Depois, se afastaram. Pedi para levarem a caminhonete e me deixarem em paz”, contou, ainda assustado, em entrevista a TV Cidade Verde, nesta sexta-feira (1º de agosto).
O veículo roubado foi peça-chave na audaciosa ação dos criminosos durante o assalto à cooperativa de crédito, em um ataque que seguiu o estilo do temido “novo cangaço”. Fortemente armados, os bandidos fizeram reféns e agiram com brutalidade para impedir qualquer intervenção policial. A Hilux prata foi usada para a fuga, levando o dinheiro roubado e dois reféns.
Além disso, um segundo veículo teria dado suporte ao bando durante a ação. A caminhonete Hilux foi encontrada abandonada em uma área de mata na noite desta quinta-feira, deixando claro o rastro da fuga dos criminosos.
Um dos reféns, visivelmente abalado e sem camisa, retornou ao Sicredi e foi recebido com abraços pelos colegas enquanto permanecia em estado de choque. A agência estava com vidros estilhaçados espalhados pelo chão, evidenciando que a violência marcou o assalto.
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 14h, quando quatro suspeitos invadiram a agência e realizaram o roubo. Após a ação, os criminosos fugiram em direção a Juína, liberando os reféns ao longo do trajeto: o primeiro a cerca de três quilômetros de Brasnorte e o segundo quase 10 km distante da cidade.
































