O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante da ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
Mesmo admitindo desconhecer os autos do processo, Mendes declarou: “Eu não vi golpe, eu não vi tanque na rua, eu não vi um tiro sendo dado (…). Isso não é golpe, isso é manifestar”.
A fala ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República apresentou suas alegações finais, pedindo a condenação de Bolsonaro e outros sete acusados. A PGR sustenta que houve tentativa organizada para abolir, de forma violenta, o Estado democrático de Direito. As penas para os crimes apontados podem ultrapassar 40 anos de prisão.
Mauro Mendes disse condenar os atos de 8 de janeiro de 2023 pelo vandalismo, mas questionou a severidade das sentenças aplicadas pelo STF. Para ilustrar, comparou os protestos à atuação do Movimento dos Sem Terra (MST): “Tem alguém do MST preso aí nesse Brasil? (…) Invadiu o Congresso? O Congresso não é mais importante que o lar ou a fazenda de ninguém”.
Ao final, o governador afirmou que o país vive um momento preocupante com decisões judiciais que, segundo ele, demonstram falta de isonomia: “Vejo uma confusão (…) Isso não é bom para o curto, médio e longo prazo da nação brasileira”.































