CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Ameaça a soberania nacional

Após Trump afirmar para “deixarem Bolsonaro em paz”, Lula devolve e diz que Brasil não aceita “interferência ou tutela de quem quer que seja”

Então presidente da República, em 2020, Jair Bolsonaro cumprimenta o presidente dos Estados Unidos Donald Trump num jantar em Mar a Lago, no estado norte-americano da Flórida. (Foto: Alan Santos / Secom-PR)

publicidade

Já o líder do PT na Câmara comentou: “o fato de um presidente estrangeiro tentar influenciar nossos processos internos atenta gravemente contra a independência da Justiça e compromete a autoridade do Estado brasileiro”.

 

Por Humberto Azevedo

 

Após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmar nesta segunda-feira, 7 de julho, para “deixarem [o ex-presidente Jair Messias] Bolsonaro (PL) em paz”, o atual presidente brasileiro, em nota, à imprensa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devolveu e disse que Brasil não aceita “interferência ou tutela de quem quer que seja”.

 

Já o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), comentou: “o fato de um presidente estrangeiro tentar influenciar nossos processos internos atenta gravemente contra a independência da Justiça e compromete a autoridade do Estado brasileiro”. de acordo com o petista fluminense, a “manifestação pública de Trump representa uma interferência direta nos procedimentos judiciais do Brasil, desrespeitando a soberania nacional”.

 

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, escreveu à imprensa Lula.

Leia Também:  Lula avalia antecipar reoneração do diesel para baratear carro popular

 

“Esse tipo de intervenção cria uma clara ameaça diplomática: premissas de chantagem, retaliação ou pressão externa — sob o pretexto de proteger aliados políticos — abrem caminho para conflitos entre nações e minam a credibilidade do Brasil no cenário internacional. Transformar processos legais em tema de disputa bilateral gera risco real de crise diplomática entre Brasil e EUA”, complementou Lindbergh.

 

“É urgente reafirmar: nossos órgãos judiciais são legítimos e autônomos, e não aceitarão ser subordinados a interesses de governos estrangeiros. A soberania nacional não é barganha — qualquer tentativa de pressão deve ser repelida com firmeza, garantindo respeito à Constituição e aos pilares da democracia brasileira”, completou o líder dos deputados petistas.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade

Slide anterior
Próximo slide