A proposta de resolução apresentada pela deputada estadual Ana Campagnolo (PL), que previa a extinção da bancada feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), não obteve o número mínimo de assinaturas necessário para tramitar. O projeto recebeu o apoio de 10 parlamentares, mas eram exigidas pelo menos 14 assinaturas para modificar o Regimento Interno da Casa.
Na justificativa, Campagnolo argumentou que a atual composição, com apenas duas deputadas não atende ao mínimo regimental exigido para a formação de uma bancada parlamentar, que é de cinco membros.
A deputada defendeu que a Procuradoria da Mulher, já existente na Alesc, cumpre o papel de tratar das pautas femininas com respaldo institucional, tornando desnecessária a formalização de uma bancada específica.
Apesar do apoio de parte da base conservadora, a proposta enfrentou resistência dentro da própria Casa, inclusive de parlamentares que consideraram o projeto um retrocesso na representação política das mulheres.
Com o arquivamento da proposta, a bancada feminina permanece reconhecida oficialmente pela Alesc.
































