Marcelo Padeiro afirmou estar abalado emocionalmente ao responder questionamentos sobre prazos e custos das obras em Cuiabá e Várzea Grande e pediu que equipe técnica continuasse os esclarecimentos.
Um momento de forte tensão marcou a audiência pública realizada nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para discutir os prazos e os custos da implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, conhecido como Marcelo Padeiro, interrompeu sua participação após afirmar que poderia sofrer um infarto diante da pressão dos questionamentos.
Visivelmente emocionado, o secretário pediu licença aos deputados e deixou a sessão, transferindo aos técnicos da Sinfra e à assessoria jurídica da pasta a responsabilidade de responder às perguntas dos parlamentares.
“Vou pedir licença porque sou muito nervoso e têm coisas que eu quero falar, mas não vou falar e isso vai me infartar. São coisas que aconteceram e todo mundo sabe”, declarou Padeiro durante o desabafo.
Antes de sair, o secretário também fez críticas ao período em que os trens do antigo projeto do VLT permaneceram parados, rebatendo questionamentos feitos durante a audiência. “Com todo respeito, os trens ficaram parados 10 anos sem um trilho assentado”, afirmou, em tom de cobrança.
Padeiro ainda questionou os valores gastos durante o período em que o equipamento permaneceu sem operação e declarou que, na época, “ninguém falou nada”.
A audiência era conduzida pelo deputado Lúdio Cabral (PT), autor da convocação, e contou também com a participação do deputado Wilson Santos (PSD). Após a manifestação do secretário, Lúdio afirmou compreender o estado emocional de Padeiro e autorizou sua saída.
Atualmente, as obras de implantação do corredor do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande estão na fase final, com avanço para a instalação das estações de passageiros.
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