Durante a sessão desta terça-feira (7) na Câmara de Várzea Grande, o vereador Charles da Educação (União) provocou polêmica ao questionar os uniformes escolares que trazem a logomarca pessoal da prefeita Flávia Moretti (PL). O parlamentar levantou dúvidas sobre quem pagará pela confecção e reforçou que a lei federal e municipal proíbe vincular materiais públicos a gestores, colocando em debate o uso de recursos públicos em ações que podem configurar promoção pessoal.
O vereador Charles da Educação revelou que havia alertado o então secretário de Educação, Cleiton Marino Santana, sobre a ilegalidade da ação em ofício protocolado em 1º de julho (n.º 065/2025). “Encaminhei o ofício orientando sobre a proibição de promoção pessoal de gestores públicos. Mesmo assim, os uniformes foram entregues com a logo. ‘Transparência, Trabalho e Progresso’. Agora fica a dúvida de quem vai pagar por isso? Esses uniformes terão que ser recolhidos”, disse o parlamentar, reforçando a polêmica sobre o uso de recursos públicos para fins políticos.
Na ocasião, o vereador voltou a pressionar o novo secretário de Educação, Igor Cunha, por providências imediatas em relação à polêmica dos uniformes. Ele afirmou que seguirá acompanhando de perto a gestão da pasta e deixou um recado direto. “A população está cansada de promessa, a população quer resultado”, reforçando que não haverá espaço para descuidos ou atrasos.
Charles falou sobre a paralisação de obras de CMEIs em Várzea Grande e lembrou que 12 das 16 unidades foram entregues e quatro continuam sem conclusão. “Encontramos locais com apenas dois trabalhadores ou nenhum. Notificamos o secretário para cobrar as empresas, porque há mais de 1.500 crianças na lista de espera por vagas em creches”, afirmou.
Na mesma sessão, a vereadora Gisa Barros (PSB) criticou a ação e chamou o episódio de “erro vergonhoso”. “É inadmissível que uma gestora, que conhece a lei, cometa um erro primário desses. Propagar o trabalho desobedecendo ao princípio da impessoalidade é vergonhoso, no mínimo”, disse.
A parlamentar ressaltou ainda que situações como essa comprometem a confiança da população na gestão pública e reforçam a importância de seguir rigorosamente os princípios legais e éticos.
Diante da polêmica, a expectativa agora recai sobre a prefeita, que precisa se posicionar rapidamente e esclarecer de que forma pretende corrigir o erro restabelecendo o respeito à lei e à transparência na gestão municipal.

































