Apontado como peça-chave no esquema de fraudes investigado pela Operação Sepulcro Caiado, o servidor Mauro Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está foragido.
Ele ocupava o cargo de Técnico Judiciário na Divisão de Execução Financeira, SDCR e recebia salário bruto superior a R$ 36 mil, segundo o Portal da Transparência.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Mauro tinha acesso direto à conta única do Judiciário e a utilizava para desviar valores vultosos por meio de comprovantes falsos produzidos pela quadrilha.
“Ele movimentava o valor da conta única do TJ para a conta vinculada ao processo. O processo que tinha saldo passava por um levantamento e acabava sendo fraudado”, afirmou o delegado Pablo Cabral.
Somente na primeira fase da operação, foram detectadas fraudes em 17 processos, que somam mais de R$ 11 milhões. A expectativa é de que o valor total ultrapasse os R$ 21 milhões nos próximos dias, conforme a conclusão do inquérito.
Além de Mauro, outras duas funcionárias do TJMT estão sob investigação. Elas assinaram documentos suspeitos, mas ainda não há certeza se agiram por negligência ou conivência.
Uma servidora já foi exonerada e outros três foram afastados preventivamente por ordem do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.
O caso expõe vulnerabilidades nos sistemas de controle interno do Poder Judiciário estadual e levanta questionamentos sobre a fiscalização de movimentações em contas de depósitos judiciais, que, segundo o TJ, serão auditadas desde maio de 2011 até o presente.


























