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JOGO DURO EM BRASÍLIA

Senador Medeiros chama veto de “placebo”, cita Alexandre de Moraes e diz que derrubada não muda destino de Bolsonaro

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Com um discurso afiado e carregado de ironia, o senador Medeiros voltou a atacar o sistema de Justiça ao comentar o veto em debate no Congresso. Para ele, a medida nasce esvaziada de efeito prático e serve apenas como encenação política — um “placebo” que até rende manchetes e discursos inflamados, mas que, na prática, não muda absolutamente nada no destino dos envolvidos.

Ao explicar o veto, o senador Medeiros afirmou, em entrevista a imprensa que, mesmo que o Congresso consiga derrubá-lo, o resultado será basicamente simbólico. Segundo ele, o projeto até pode alterar a lei no papel, mas não interfere no ponto central das condenações e a dosimetria das penas, que é definida exclusivamente pelo Judiciário. Na prática, disse, a decisão continua nas mãos do juiz responsável pelos casos, o que esvazia qualquer expectativa de benefício imediato para Jair Bolsonaro ou para os demais condenados, transformando o veto em um gesto político sem efeito concreto.

“Então, a gente vai derrubar, mas não faz a menor diferença em termos de benefício para o presidente Jair Bolsonaro ou para aqueles que estão presos agora, revelou”.

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Com isso, na avaliação do senador, mesmo que o veto venha a ser derrubado, nada mudará de forma concreta. Ele explicou que, embora projetos sejam aprovados pelo Legislativo, a definição das penas não está nas mãos dos parlamentares, mas do Judiciário. “A dosimetria não é do Congresso, é do juiz”, afirmou, ao reforçar que o poder de decisão final foge ao alcance político.

Medeiros citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, apontando-o como figura central no processo. Em tom sarcástico, questionou a possibilidade de o magistrado reduzir uma eventual pena do ex-presidente Jair Bolsonaro de 27 anos para apenas dois, deixando claro que, em sua visão, essa hipótese não passa de ilusão.

O senador também descreveu um caminho longo e burocrático para qualquer mudança de cenário. Segundo ele, cada pessoa precisará recorrer individualmente, em processos que avançam de forma lenta no Judiciário. “Isso vai na velocidade da vida”, comentou, indicando que qualquer resultado efetivo só deve surgir ao longo de muitos anos.

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Encerrando a fala, Medeiros foi direto e afirmou que o veto até pode ser derrubado, mas apenas para cumprir um rito político. Na prática, segundo ele, não haverá benefício real nem para Jair Bolsonaro nem para os aliados que já estão presos, reforçando a ideia de que, apesar do embate no Congresso, o desfecho final já estaria praticamente definido.

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