Em meio às críticas por sua aproximação com a deputada Janaina Riva (MDB), o deputado estadual Júlio Campos (União) não apenas defendeu o diálogo político como também surpreendeu ao revelar que pretende deixar o União Brasil. Em tom firme, revelou em entrevista nesta sexta-feira (25) que as alianças são construídas com conversas e deixou claro que já avalia trocar de legenda antes das eleições de 2026, acenando para novos rumos em sua trajetória política.
Júlio Campos e seu irmão, o senador Jayme Campos, têm articulado alianças com lideranças de diferentes partidos, inclusive com setores que se distanciaram do grupo do governador Mauro Mendes.
A movimentação ganhou força após uma reunião com a deputada Janaina Riva, onde foi discutida uma possível chapa com Jayme ao governo e Janaina ao Senado. Ambos demonstram insatisfação com o espaço concedido dentro da base aliada de Mendes, que apoia Otaviano Pivetta para a sucessão.
“Política é a arte do diálogo. Sempre mantivemos um bom relacionamento com a deputada Janaina Riva e com o MDB de Mato Grosso. Temos conversado dentro do União Brasil e também com outros partidos”, revelou Júlio.
Júlio Campos defendeu o perfil democrático de seu grupo político e criticou setores radicais que rejeitam o diálogo e destacou a importância do diálogo no parlamento e elogiou Janaina. “Infeliz aqueles políticos radicais de extrema-direita, de extrema-esquerda, que não querem conversar com ninguém, que acham que são donos da verdade…Ela é uma política de prestígio… Por que não dialogar com ela?”, questionou.
Sobre o irmão, Jayme Campos, Júlio disse que ele segue articulando uma candidatura ao governo, mas sem descartar uma disputa ao Senado e afirmou ainda que novas articulações estão em andamento e mencionou uma reunião prevista com o senador Carlos Fávaro (PSD) e que os movimentos seguem alinhados com o grupo do governador Mauro Mendes.
“O senador Jayme Campos está articulando um projeto majoritário, quer seja de governador principalmente, e até mesmo de opção de Senado. Na última reunião que tivemos no Palácio Paiaguás, há uns 15 dias, foi decidido que cada um, pretenso candidato, a majoritário ou a proporcional, pode começar suas articulações para 2026”, finalizou.
As falas de Júlio evidenciam o fortalecimento das articulações para 2026, sinalizando um movimento de afastamento do núcleo central do governo e a construção de uma nova composição entre figuras influentes da base aliada.

































