Há pouco meses das eleições de 2026, os bastidores da política de Mato Grosso já fervem com especulações sobre os chamados “supersecretários” do governo Mauro Mendes. Com forte exposição pública, participação em grandes projetos e presença constante ao lado do governador, alguns integrantes do primeiro escalão passaram a ser vistos como possíveis candidatos nas próximas eleições.
O fenômeno não é novo. Historicamente, secretários que acumulam visibilidade administrativa acabam transformando capital técnico em capital político. Em Mato Grosso, a estratégia ganha força à medida que nomes do governo passam a frequentar eventos regionais, inaugurações de obras e agendas institucionais que ampliam seu alcance junto ao eleitorado.
Entre os nomes mais citados está o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia. Considerado um dos homens de confiança de Mauro Mendes, ele se tornou peça central nas articulações políticas do governo e tem participado ativamente de decisões estratégicas da gestão estadual. Nos bastidores, seu nome é frequentemente lembrado para futuras disputas majoritárias ou proporcionais.
Outro personagem que desperta atenção é o secretário de Segurança Pública, César Roveri. À frente de uma das áreas mais sensíveis da administração estadual, ele ganhou projeção com operações de combate ao crime organizado e ações voltadas para reforçar a segurança em diferentes regiões do estado. O protagonismo na área tem alimentado especulações sobre uma eventual entrada na política partidária.
Também aparece entre os nomes observados o secretário de Infraestrutura, Marcelo Oliveira. Responsável por um dos maiores volumes de investimentos do governo, ele tem acompanhado entregas de rodovias, pontes e obras estruturantes em diversas cidades. O contato frequente com prefeitos e lideranças municipais ampliou sua visibilidade além dos limites da gestão técnica.
Nos bastidores, analistas políticos avaliam que a força desses secretários está diretamente ligada ao sucesso administrativo do governo Mauro Mendes. Em um cenário onde o eleitor cobra resultados concretos, gestores associados a obras, investimentos e melhorias nos serviços públicos podem chegar à disputa eleitoral com vantagem sobre adversários menos conhecidos.
O movimento também é observado com atenção por deputados estaduais e federais. Muitos parlamentares reconhecem que eventuais candidaturas de secretários podem alterar o tabuleiro político, especialmente porque esses nomes chegam à disputa com estrutura, exposição na mídia e apoio de grupos políticos já consolidados.
Aliados do governo evitam tratar o assunto publicamente e afirmam que o foco continua sendo a gestão. No entanto, nos corredores do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa, poucos duvidam de que alguns dos atuais secretários estejam construindo, mesmo que de forma discreta, um caminho rumo às urnas.
Com as definições partidárias se aproximando, a tendência é que os “supersecretários” ganhem cada vez mais espaço no debate político. A grande questão é saber quais deles conseguirão transformar o prestígio conquistado dentro do governo em votos suficientes para dar o próximo passo na carreira pública.



























