MATO GROSSO

Polícia apura envolvimento de adolescentes na morte de cão comunitário em Florianópolis

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A morte de Orelha, um cão comunitário cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, mobilizou o país no início de janeiro. O animal foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que ele foi vítima de agressão, e a polícia apura o possível envolvimento de adolescentes.

Quase uma semana após a morte do cão, moradores relataram à polícia a existência de uma possível testemunha-chave: um porteiro que trabalha em um condomínio da região. Segundo os relatos, ele teria imagens relacionadas ao caso. O Fantástico teve acesso aos depoimentos e a informações da investigação.

De acordo com a polícia, desde o início do verão, adolescentes vinham se envolvendo em conflitos frequentes com o porteiro, motivados por reclamações de barulho, depredação, xingamentos e restrições de horário no condomínio. Em uma dessas discussões, o porteiro fotografou dois dos rapazes e enviou as imagens, acompanhadas de um áudio, em um grupo de mensagens, relatando problemas causados por eles na comunidade.

Em depoimento, o porteiro afirmou que registrou imagens dos adolescentes após episódios de vandalismo, mas disse não ter presenciado a agressão contra o animal. Ele declarou que não pode afirmar que os jovens foram os responsáveis pela morte de Orelha.

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Após a circulação das fotos, pais de dois adolescentes e o tio de um deles foram até a portaria do condomínio. Um dos encontros foi registrado por câmeras de segurança. Segundo a delegada de Proteção Animal, Mardjoli Valcareggi, uma das pessoas presentes aparentava portar um objeto na cintura que poderia ser uma arma de fogo. A polícia solicitou mandado de busca e apreensão, mas nenhuma arma foi encontrada.

O veterinário que atendeu Orelha afirmou que o animal apresentava lesões graves na cabeça e no olho, além de sinais de desidratação e ausência de reflexos. Segundo ele, a hipótese de acidente foi descartada, e o óbito ocorreu pouco tempo após o atendimento emergencial.

Após o episódio, o porteiro registrou boletim de ocorrência por ameaça. Já as famílias dos adolescentes registraram B.O. após a divulgação das imagens dos jovens nas redes sociais.

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em casas de quatro adolescentes apontados como suspeitos e em endereços ligados aos responsáveis. As investigações continuam.

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