A presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Paula Calil, afirmou que não há inovação no pacote de medidas anunciado pela Casa para beneficiar os parlamentares, incluindo a possibilidade de venda integral de férias. Segundo ela, a prática já existe, mas agora será ampliada, e atende ao “interesse público” ao evitar a ausência dos vereadores do Legislativo.
Anunciada nesta semana, a medida permite que os parlamentares vendam até 30 dias de férias, o que pode elevar o rendimento mensal para até R$ 90 mil no período da indenização. Estimativas indicam que o custo anual pode chegar a R$ 700 mil, caso todos os vereadores optem pelo benefício.
Em entrevista nesta quinta-feira (18), Paula explicou que atualmente os vereadores já podem vender 10 dias de férias. “É importante esclarecermos: não há nenhum tipo de inovação. A Casa trabalha os 12 meses; muitas vezes eles não tiram os outros 20 dias, e isso vai acumulando”, afirmou. Ela destacou ainda que o recesso parlamentar não interrompe as atividades das comissões.
A vereadora também argumentou que a proposta busca organização e previsibilidade financeira. “Se houver alguma eventualidade ou emergência, nós convocamos uma sessão extraordinária”, disse. Paula ressaltou que a autorização não obriga a venda total das férias e que cada parlamentar poderá optar por usufruir parte do descanso.





























