MATO GROSSO

Operação no Rio que deixou 128 mortos repercute entre deputados de Mato Grosso

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A megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, que deixou mais de 128 mortos, entre suspeitos e quatro policiais, repercutiu entre os deputados estaduais de Mato Grosso, reacendendo o debate sobre segurança pública e avanço das facções criminosas para além do território fluminense. O governador Mauro Mendes (União Brasil) foi um dos primeiros a apoiar publicamente o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), defendendo o “enfrentamento ao crime com coragem”.

Na Assembleia Legislativa (ALMT), o tom predominante foi de apoio à ação policial, mas também de cobrança por políticas mais estruturais. O deputado Júlio Campos (União Brasil) lamentou a escalada da violência e criticou a ausência de apoio federal. “Sessenta bandidos e quatro policiais morreram, e mesmo assim não houve presença da União. As leis são falhas, e logo que se prende, solta”, afirmou.

Já o deputado Gilberto Cattani (PL) fez o discurso mais enfático, defendendo o uso da força e criticando o que chamou de “romantização do bandido”. Segundo ele, “sessenta vagabundos a menos não vão mais matar, roubar ou estuprar ninguém”.

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Em contraponto, o presidente da Casa, Max Russi (PSB), defendeu firmeza, mas pediu equilíbrio nas ações. “Não dá pra receber bandido com flores, mas também não dá pra colocar inocentes em risco”.

O deputado Eduardo Botelho (União Brasil) destacou que a segurança pública deve ser tratada como prioridade nacional, sem viés partidário. “Não adianta só operação. É preciso atacar a estrutura financeira das facções, senão matam hoje e amanhã outros ocupam o lugar”, afirmou. A operação no Complexo do Alemão e da Penha envolveu mais de mil agentes e teve como foco enfraquecer o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

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