MATO GROSSO

MP vê “oportunismo” em pedido de insanidade de PM que atirou em adolescente

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O Ministério Público de Mato Grosso se manifestou contra o pedido de instauração de incidente de insanidade mental feito pela defesa do policial militar Ricker Maximiano de Moraes. Segundo o promotor Rodrigo Ribeiro Domingues, o pedido seria “oportunista”, já que foi apresentado somente ao final do processo relacionado a uma tentativa de homicídio cometida em 2018, e que teve como testemunha a esposa de Ricker, assassinada por ele em maio deste ano.

A defesa sustenta que o réu apresenta histórico psiquiátrico grave, com laudos que apontam transtorno delirante, depressão e afastamentos médicos. No entanto, o MP argumenta que os documentos são de 2023 e não comprovam incapacidade mental à época do crime. “Laudos ou atestados médicos unilaterais e genéricos não são, por si sós, hábeis a embasar a instauração do incidente”, afirmou o promotor.

Ricker é acusado de atirar contra um grupo de adolescentes em junho de 2018, atingindo um deles, que ficou com sequelas permanentes. À época, o PM alegou que os jovens teriam tentado assaltá-lo, versão desmentida por imagens de câmeras de segurança. O Ministério Público pediu o indeferimento do pedido da defesa, afirmando que o réu participou normalmente de todos os atos do processo, sem demonstrar sinais de insanidade.

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O policial está preso atualmente por ter assassinado a esposa Gabrieli Daniel Sousa de Moraes, em 26 de maio deste ano. A tentativa de homicídio de 2018, alvo do pedido de insanidade, tramita paralelamente, e o julgamento no Tribunal do Júri já tem data marcada.

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