O processo que apura o assassinato brutal de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi suspenso pela Justiça de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá) após a defesa do acusado, Daniel Bennemann Frasson, 36, alegar “perda de realidade, depressão e sintomas de síndrome do pânico”. Ele é réu por matar a esposa com 16 facadas enquanto ela dormia, no dia 24 de junho. A filha do casal, de 7 anos, também foi esfaqueada, mas sobreviveu.
A Justiça instaurou um incidente de insanidade mental, previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal. O exame médico-legal irá avaliar se Frasson possui alguma condição psíquica que o torne inimputável — ou seja, incapaz de responder criminalmente. Enquanto o laudo não é concluído, o processo principal está suspenso. Se confirmada a doença mental, ele poderá ser internado, em vez de julgado. Caso contrário, o processo seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A denúncia do Ministério Público foi recebida pela 2ª Vara Criminal do município, e a suspensão do processo atende a uma etapa legal, mas que costuma gerar preocupação e atenção da sociedade. “Importante a sociedade ficar sabendo”, afirmou uma fonte próxima ao caso. A transparência é fundamental para garantir que a responsabilização ocorra de forma justa e acompanhada de perto pela população.
Daniel Frasson chegou a tentar tirar a própria vida no dia do crime, foi hospitalizado e depois transferido ao Centro de Ressocialização de Sorriso. Enquanto isso, familiares da vítima e moradores da cidade cobram respostas e esperam que o caso não caia no esquecimento.
































