CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Enfrentamento às tarifas

Fazenda leva ao Planalto medidas para proteger empresas e empregos do tarifaço

Medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foram elaboradas em conjunto com o Ministério comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que aproveitou as reuniões os setores produtivos para embasar propostas. (Foto: Diogo Zacarias / Secom-MF)

publicidade

Ao apresentar o plano para o presidente Lula, Haddad afirmou que a oposição bolsonarista está “atrapalhando o Brasil” e “é preciso uma ação coordenada das forças nacionais” para inibir ações que incentivam o ataque contra a economia do país.

 

Por Humberto Azevedo

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira, 6 de agosto, que as medidas de proteção para os setores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA) a várias exportações brasileiras destinadas àquele país foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai bater o martelo e anunciar em breve.

 

As ações incluem concessão de crédito e visam proteger, principalmente, as pequenas empresas, adiantou Haddad. A data de anúncio das medidas será definida pelo presidente Lula. Segundo o ministro, o instrumento usado para implementar as ações deve ser uma Medida Provisória que garante a entrada imediata em vigor.

 

A imposição de tarifas de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos começou a valer nesta quarta-feira. Segundo Haddad, entre as medidas estão previstas ações de aumento das compras governamentais dos produtos que seriam exportados aos Estados Unidos – sobretudo os produtos agrícolas – e concessão de crédito subsidiado a setores que forem prejudicados pelas tarifas.

 

“Vamos ter o plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA, que é a preocupação maior do presidente, o pequeno produtor”, comentou o ministro Haddad em entrevista no Palácio do Planalto após entregar o plano ao presidente Lula.

 

BUSCA POR NOVOS DESTINOS

 

Na última segunda-feira, 4 de agosto, Haddad havia afirmado que a maior preocupação do governo são as indústrias que produzem peças e equipamentos sob medida para compradores estadunidenses. Nestes casos, encontrar novos destinos para os produtos é difícil. Quanto à maioria dos demais produtos, segundo ele, é mais fácil encontrar novos compradores internacionais ou domésticos.

Leia Também:  Fecha cerco sobre quem planta feijão pirata

 

O ministro informou ainda que as negociações para reverter as tarifas impostas pelo presidente estadunidense, Donald Trump, terão um capítulo importante na próxima semana, quando ele, Haddad, fará uma reunião remota marcada para o dia 13 de agosto com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, oficializando o interesse em conversar.

 

“Saem hoje aqui da Fazenda [as medidas de proteção]. Ontem, tivemos uma última reunião com o presidente para detalhar o plano. Tem um relatório que vai chegar do MDIC na Casa Civil sobre a situação empresa por empresa, um detalhamento que o presidente pediu, mas o ato em si não depende desse documento porque é um ato mais genérico. Só na regulamentação e aplicação da lei é que vamos ter que fazer uma análise mais setorial, CNPJ a CNPJ”, explicou o ministro Fernando Haddad.

 

“A depender da qualidade da conversa, ela pode se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, ai, com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países. Queremos abrir a negociação, superar esse desentendimento provocado pela extrema direita brasileira e normalizar as relações”, completou o ministro.

 

CHAMAMENTO

 

Ideia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é fazer com que o governo mapeie os CNPJs afetados pelas tarifas de 50% para orientar ações. Segundo ele, negociações com os Estados Unidos continuam. (Foto: Vinicius Loures / Agência Câmara)

Com a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos exportados pelo Brasil, Haddad chamou empresários e governadores de centro e centro-direita a atuarem junto à oposição, para convencê-la a abandonar a postura radical e passar a defender a economia brasileira e os interesses nacionais.

 

Haddad afirmou que a oposição está “atrapalhando” o país e defendeu a separação entre as discussões política e econômica. O ministro enfatizou que, no atual cenário mundial, o Brasil é a única nação que tem uma força interna em Washington atuando contra o interesse nacional em referência ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra naquele país desde abril, para articular junto a autoridades norte-americanas sanções contra o Brasil.

Leia Também:  Gisela diz que plano do União é consertar Cuiabá

 

Diante das tarifas de até 50% que agora passam a ser pagas por produtos brasileiros que chegam aos Estados Unidos, Haddad afirmou que o governo faz sua parte e busca a negociação, mas é necessária também uma ação coordenada de empresários e governadores em defesa dos interesses dos estados e dos setores da economia. Haddad lembrou que os governadores foram eleitos pela população e têm que defender os interesses de seus estados. 

 

“É preciso ação coordenada das forças nacionais, estou falando do empresariado, dos governadores, de todos, para inibir o crime de lesa-pátria que está sendo cometido diariamente nos jornais. Isso tem que envolver os governadores de oposição, que aqui não se trata mais de situação e oposição, os estados estão sendo afetados. Então, os governadores que têm proximidade com a extrema direita, eles têm que fazer valer as prerrogativas do seu mandato, não é fingir que não tem nada acontecendo, se esconder embaixo da cama e desaparecer. Não dá pra ser assim”, disse.

 

Segundo o ministro, o mesmo vale para o empresariado, que também pode fazer gestão junto à oposição.

 

“O empresariado, além de vir pra Brasília, tem que conversar com a oposição, passar a mão no telefone e ligar pra turma que quer ver o circo pegar fogo parar com isso. A oposição está atrapalhando o país e não sou eu que estou dizendo, é a oposição que está dizendo. Eles estão anunciando que vão atrapalhar o país. Tem uma entrevista no jornal de um líder da oposição, da extrema-direita brasileira, dizendo que vai fazer o possível para atrapalhar o país”, complementou Haddad.

 

Com informações de assessorias.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade

Slide anterior
Próximo slide