Em meio às ameaças das tarifas prometidas por Trump, que podem atrapalhar a exportação da companhia brasileira para os EUA, a empresa confirmou que entregou 61 novas aeronaves, entre abril e junho deste ano, mais que o dobro do primeiro trimestre.
Por Humberto Azevedo
Com aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2024, a Empresa brasileira de aeronáutica (Embraer) anunciou, na última segunda-feira, 21 de julho, que entregou 61 novas aeronaves, entre abril e junho deste ano. É mais que o dobro do resultado do primeiro trimestre, com 30 unidades. A carteira de pedidos alcançou R$ 166,1 bilhões (U$ 30 bilhões), o que é um recorde histórico.
No segmento de aviação comercial, a Embraer registrou R$ 72,57 bilhões (U$ 13,1 bilhões) em pedidos, no mesmo período. É a maior carteira desde 2017, cujo valor representa alta de 31% em relação ao primeiro trimestre deste ano e 16%, na comparação com os primeiros três meses de 2024. Além disso, a companhia também comemorou a marca de mil jatos E-175 vendidos desde o lançamento do modelo, em 2005.
Foram entregues, segundo o balanço apresentado pela empresa, 19 aviões comerciais, 38 executivos e quatro militares. O total divulgado concretiza o crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 47 aeronaves foram entregues. Os valores representam R$ 42 bilhões em pedidos no setor executivo, cerca de R$ 30 bilhões em serviços e suporte e outros R$ 25 bilhões em defesa e segurança.
Mesmo com as preocupações com o tarifaço prometido pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de taxar adicionalmente 50% todas as exportações brasileiras para aquele país – um dos principais destinos das produções da Embraer, a empresa anunciou, no início deste ano, que pretende investir R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos em ações internacionais e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
A previsão de investimento está alinhada ao plano de crescimento da companhia, apesar da apreensão do tarifaço de Trump que pode causar cancelamento de pedidos, adiamento de entregas, cortes de investimento e inclusive possíveis demissões, já que os EUA são o principal destino das exportações brasileiras no campo da aviação. Para evitar este cenário, a empresa pretende ampliar a produção de aeronaves e a expansão dos negócios para outros mercados como da Europa, América Latina, África, Ásia e Oceania.
Com informações de assessorias.



























