O viúvo Regivaldo Batista Cardoso, que perdeu a esposa e as três filhas assassinadas brutalmente em Sorriso (420 km de Cuiabá), classificou como “covardia” o fato de Gilberto Rodrigues dos Anjos, réu confesso, não estar presente fisicamente no júri popular que acontece nesta quinta-feira (7). Preso na Penitenciária Central do Estado, o acusado acompanhará o julgamento por videoconferência, a pedido da própria defesa.
“Ele deveria ser obrigado a estar presente. […] Ele é réu, ele não deveria escolher”, desabafou Régis, como é conhecido, durante live conduzida pelo advogado da família, Conrado Pavelski Neto. O julgamento será presidido pelo juiz Rafael Deprá Panichella e contará com sete jurados, sem acesso ao público ou imprensa não cadastrada, devido ao conteúdo sensível das provas.
O crime ocorreu em novembro de 2023, quando Gilberto invadiu a casa da família Cardoso e matou Cleci Calvi Cardoso e as filhas Miliane, 19, Manuela, 13, e Melissa, 10. Na ocasião, Régis estava viajando a trabalho. “Vai pesar demais”, disse ele sobre participar da sessão, onde será ouvido como informante.
O réu já foi condenado por outros crimes: 17 anos pelo homicídio do jornalista Osni Mendes, em Goiás; e mais 22 anos por estupro, tentativa de feminicídio e lesão corporal qualificada em Lucas do Rio Verde, em 2023. Somadas, as penas podem ultrapassar 120 anos.
“Poderia pegar mil anos de pena, mas isso não traria elas de volta”, comentou o advogado da família, reforçando que a busca por justiça não tem caráter simbólico, mas jurídico. “A família do Régis, sim, está em prisão perpétua”, concluiu.






































