A tarde desta sexta-feira (24) foi marcada por um verdadeiro terremoto político em São José do Rio Claro. O prefeito Levi Ribeiro (PL) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, em uma votação esmagadora de 8 votos a 1, após denúncias graves que envolveram irregularidades em obras públicas e perseguição a servidores.
A sessão extraordinária foi longa, tensa e carregada de expectativa. O processo, com mais de mil páginas, começou a ser lido em plenário, mas diante do volume, a relatora precisou apresentar um resumo detalhado dos principais pontos — o suficiente para expor um cenário que deixou os parlamentares em alerta.
Ao todo, seis condutas foram analisadas, mas três acabaram sendo decisivas para a queda do prefeito. Entre elas, o uso irregular de madeira em construções habitacionais, o pagamento de um aditivo de quase R$ 42 mil na obra de uma estátua do Cristo Redentor na entrada da cidade e acusações de perseguição contra servidores públicos municipais.
Com o plenário convencido, a decisão veio rápida e contundente. Logo após a votação, o presidente da Câmara oficializou a cassação por meio de decreto legislativo, ressaltando que todo o processo respeitou o direito à ampla defesa e seguiu rigorosamente as normas legais.
O documento lido em plenário detalha as irregularidades que pesaram contra Levi Ribeiro, apontando as três condutas consideradas procedentes e que levaram à perda do mandato. A decisão marca uma reviravolta política e coloca um ponto final em uma gestão agora envolta em polêmica.
Com a cadeira vaga, a transição já foi imediatamente acionada. O vice-prefeito Tarcísio Anor Garbin (PSB) foi convocado para assumir o comando do município, com posse marcada para a manhã deste domingo (26), em meio a um cenário de incertezas e forte repercussão na cidade.
































