Um caso raro e que acendeu o alerta das autoridades de saúde foi confirmado em Mato Grosso quando um bebê de apenas três meses foi diagnosticado com Febre do Nilo Ocidental no município de Campo Novo do Parecis, (a 402 Km de Cuiabá). A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Apesar da gravidade do diagnóstico, a criança recebeu alta médica na terça-feira (10) e se recupera bem.
Transmitida pela picada de mosquito, a doença costuma passar despercebida na maioria dos casos, mas pode evoluir para quadros mais graves, especialmente em pessoas vulneráveis. A ocorrência em um bebê chamou atenção dos órgãos de vigilância e reforçou o sinal de alerta para a população.
Diante da confirmação, uma equipei técnica da Secretaria de Estado e Saúde (SES) foi enviada imediatamente ao município para realizar inspeções ambientais no entorno da residência da criança, em busca de possíveis focos do mosquito transmissor. Paralelamente, uma investigação epidemiológica está em andamento para identificar o provável local de infecção, analisando o histórico de deslocamento da família e a existência de outros casos não diagnosticados.
Segundo a Secretaria, o diagnóstico foi fechado ainda em dezembro de 2025, após exames laboratoriais específicos realizados pelo Instituto Evandro Chagas, referência nacional em análises virológicas. Embora a família resida em Campo Novo do Parecis, o bebê chegou a receber atendimento médico em Cuiabá.
Com a confirmação, a Prefeitura de Campo Novo do Parecis emitiu alerta à população, reforçando orientações de prevenção, como eliminação de água parada e cuidados para evitar a proliferação de mosquitos. As autoridades destacam que a vigilância segue intensificada para evitar novos registros da doença no município.
Conheça a doença
A Febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose causada por um vírus da família Flaviviridae e transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. Segundo a Secretaria de Saúde, a maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% desenvolvem sinais leves, como febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, náuseas e manchas na pele.
Em menos de 1% dos casos — especialmente entre crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade — a infecção pode evoluir para formas neurológicas graves, como meningite, encefalite ou paralisia flácida. A prevenção segue as mesmas medidas contra dengue e zika: eliminar água parada, proteger janelas e portas e reduzir o contato com mosquitos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.












