PL mineiro aposta em ex-tucano

O Partido Liberal anuncia na tarde desta quarta-feira, 8, a pré-candidatura do deputado Domingos Sávio ao Senado por Minas Gerais. O evento ocorre na sede do PL em Brasília, às 12h, com lideranças nacionais. A estratégia bolsonarista visa impedir que a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSB), apoiada por Lula, se aproxime do presidente do PSDB, Aécio Neves.
Antigos aliados
Sávio e Aécio foram muito próximos quando Sávio era filiado ao PSDB. Agora, Aécio diz que “política é arte de conversar” e não descarta ser candidato ao Senado na chapa de Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB e se aproxima de Lula para o governo de Minas. Aécio, porém, preparou-se para não concorrer após 40 anos de mandatos consecutivos.
Campos opostos
O objetivo do PL com Sávio é forçar Aécio e seu antigo aliado a ficar neutro em Minas. Caso a iniciativa não seja bem sucedida, os dois antigos aliados estarão em campos opostos. Enquanto Aécio cogita integrar o palanque de Lula, o bolsonarismo lança Sávio para atrapalhar essa aproximação. A estratégia pode rachar definitivamente a relação entre os dois, que outrora caminhavam juntos no PSDB.
Jucá volta ao Congresso

O ex-senador Romero Jucá (MDB) anunciou nesta última segunda, 6, sua pré-candidatura a deputado federal por Roraima. Sua ex-esposa, Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Vista, será a candidata ao Senado, deixando de lado a disputa pelo governo do estado. Jucá defende uma “bancada técnica” para “fazer Roraima grande outra vez”. O MDB lançará oito nomes para a Câmara e 25 para a Assembleia Legislativa.
Líder de governos
Jucá foi líder dos governos no Senado das gestões Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Acumulou 24 anos no Senado, três mandatos, e passou pelos Ministérios da Previdência no governo Lula e do Planejamento no governo Temer. Deixou a liderança em agosto de 2018 por discordar da condução federal da crise migratória venezuelana em Roraima.
Retorno aguardado
Nos bastidores, a volta de Jucá ao Congresso já é apontada como a do futuro líder do governo que será eleito em outubro. Ele aposta em um “mix” de experiência e novos nomes para “renovar” Roraima. O plano inclui eleger Surita, que era cotada para o governo, agora ao Senado.
Parecer da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu eleições diretas para escolher o governador-tampão do Rio de Janeiro, que comandará o estado até dezembro de 2026. O parecer foi enviado ao STF em resposta a uma reclamação do PSD fluminense, de Eduardo Paes. A Suprema Corte julga o caso nesta quarta-feira, 8. Gonet afirma que a renúncia de Cláudio Castro (PL) não altera a necessidade do pleito direto, pois a vacância decorre de decisão da Justiça Eleitoral.
Renúncia e manobra
Cláudio Castro (PL) foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e renunciou na véspera do julgamento. O PSD alega manobra para evitar a eleição direta. O estado está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha renunciou para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Constituição fluminense prevê eleição indireta pela Alerj apenas quando a dupla vacância ocorre sem condenação eleitoral.
STF decide
O TSE inicialmente indicou eleições diretas, mas corrigiu o documento após apontarem “erro material” e decidiu por voto indireto. Mais tarde Gonet avaliou: “Não se coaduna com a determinação de eleições indiretas”. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, já havia imposto regras para um pleito direto. O STF define se o desembargador Ricardo Couto, governador interino, permanece até a votação popular.
Parceria estratégica entre MS-EUA

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), recebeu nesta terça, 7, o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, para discutir temas estratégicos como a Rota Bioceânica, desenvolvimento, educação e segurança pública. O cônsul norte-americano esteve pela primeira vez no estado, que integra seu distrito consular ao lado do Paraná e São Paulo.
Cooperação ativa
O cônsul, que também se reuniu com autoridades de segurança e empresários, visitou o Bioparque Pantanal e se encontrou com representantes da comunidade japonesa. Os EUA mantêm parceria ativa com MS em comércio, segurança, educação, saúde e cultura e a ideia desta visita é iniciar “projetos de cooperação” entre o estado com os EUA.
Áreas estratégicas
A cooperação já é consolidada no meio ambiente, incluindo preservação e combate a incêndios florestais no Pantanal. Participaram do encontro a procuradora-geral do Estado, Ana Ali, e outros representantes do consulado.
Maior rigor contra crimes contra mulheres

O deputado Saulo Pedroso (PSD-SP) protocolou nesta última segunda, 6, o Projeto de Lei (PL) 1610 de 2026, que obriga regime fechado para condenados por estupro, feminicídio, homicídio qualificado e crimes contra crianças e adolescentes. O texto impede qualquer progressão de regime, livramento condicional, indulto ou redução de pena por trabalho. A proposta será analisada pelas comissões da Câmara antes de votação.
Sem progressão
Atualmente, a lei permite mecanismos que encurtam penas mesmo para crimes hediondos. O projeto altera a Lei de Crimes Hediondos e a Lei de Execução Penal, eliminando brechas. Segundo Saulo Pedroso, a medida visa combater a sensação de impunidade e garantir que penas sejam cumpridas integralmente, sem atalhos penais. Crimes como sequestro de menores e indução ao suicídio por meio digital também entram na lista.
Lei punitivista
O deputado sustenta que a proposta não elimina o debate sobre ressocialização, mas prioriza resposta penal proporcional à gravidade de condutas que deixam marcas irreversíveis. “Não adianta endurecer no papel e manter brechas na prática”, afirma. Para ele, crimes extremamente graves exigem coerência: cumprimento integral da pena, afastando benefícios como remição e trabalho externo.
Relatório da CPMI do INSS entregue

Os parlamentares que aprovaram o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou as fraudes em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) entregaram na tarde desta terça-feira, 7, o relatório aprovado pelo colegiado à Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU), Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento pede o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e o ex-ministro da Casa Civil e da Previdência na gestão Bolsonaro, Onyx Lorenzoni.
“Papel central”
Segundo o relatório, Bolsonaro e Onyx tiveram papel central ao promover nomeações e atos normativos que abriram caminho para entidades fantasmas. Flávio Bolsonaro é apontado com indícios de participação e benefício em descontos associativos fraudulentos. O esquema lesou aposentados e pensionistas com descontos ilegais.
Igreja da Lagoinha
O relatório também aponta o pastor da Igreja da Lagoinha, Fabiano Zettel, responsável por movimentar recursos ilícitos via contratos de consignado e estruturas religiosas. O envio direto aos órgãos busca assegurar consequências concretas, transformando provas em investigações e punições. Não há condenados, apenas pedidos de indiciamento.
Superávit comercial em março

Em março de 2026, as exportações brasileiras somaram R$ 162,76 bilhões, alta de 10,0% sobre março de 2025. No acumulado do ano (janeiro a março), as vendas externas alcançaram R$ 424,04 bilhões, crescimento de 7,1%. O desempenho foi puxado pela indústria extrativa (+36,4% no mês), com destaque para óleos brutos de petróleo (+70,4%), e pela agropecuária (+1,1%), liderada pela soja (+4,3%).
Importações aceleram
As importações de março totalizaram R$ 129,77 bilhões, expansão de 20,1% ante igual mês de 2025. No trimestre, as compras externas somaram R$ 351,04 bilhões), alta de 1,3%. O forte avanço mensal veio principalmente de veículos automóveis de passageiros (+204,2%), adubos e fertilizantes (+61,0%) e medicamentos (+72,2%). A China foi a principal origem das importações no mês, R$ 34,5 bilhões.
Superávit em alta
A balança comercial registrou superávit de em março R$ 32,99 bilhões e de 73 bilhões de reais no primeiro trimestre. A corrente de comércio atingiu no mês R$ 292,53 bilhões. Para 2026, a previsão é de exportações de R$ 1,876 trilhão, importações de 1,504 trilhão e saldo superavitário de 371,3 bilhões de reais.
Roadshow na Europa

O Tesouro Nacional iniciou um non‑deal roadshow com investidores europeus em Londres, com duração de dois dias. O objetivo é aproximar-se da base de investidores da região, apresentando o país, a estratégia de gestão da dívida pública, os avanços recentes da economia brasileira e as reformas econômicas e institucionais implementadas nos últimos anos.
Sem oferta
A Secretaria do Tesouro Nacional ressalta que a ação não está vinculada a um esforço de venda de valores mobiliários. Não há oferta de compra ou venda de títulos. O comunicado tem apenas fins informativos e não constitui solicitação de oferta em qualquer jurisdição onde tal prática seja ilegal antes do devido registro.
Estratégia
O Tesouro Nacional acompanha as condições dos mercados internacionais e poderá avaliar novas oportunidades de captação externa em diferentes moedas, conforme sua estratégia de gestão da dívida pública.
Novos mercados para o agro

O governo brasileiro concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários ao Peru e às Filipinas. Para o Peru, foram aprovadas sementes de pimenta capsicum baccatum (como dedo-de-moça e cambuci). Já as Filipinas autorizaram grãos secos de destilaria de milho (DDG), usados na alimentação animal. As aberturas somam 557 mercados conquistados desde o início de 2023.
Parceria de 13 bi
Em 2025, o Brasil exportou ao Peru em produtos agropecuários R$ 3,754 bilhões. Para as Filipinas, as exportações brasileiras no mesmo período alcançaram R$ 9,27 bilhões. Os dados destacam a força do agronegócio nacional.
Recorde em 2023
As negociações foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). O Peru importa principalmente produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café. As Filipinas já compravam quase R$ 9,27 bilhões de produtos brasileiros em 2025.
MPDFT capitalização do BRB

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei distrital 7845 de 2026, aprovada pela Câmara Legislativa do DF e sancionada pelo governo brasiliense, que autoriza o GDF a usar imóveis públicos para capitalizar o BRB.
Falta de transparência
A ação aponta falta de transparência, ausência de audiências públicas e desrespeito à lei orgânica do DF. Não houve avaliação prévia dos bens nem comprovação de interesse público. O banco adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos de alto risco do Banco Master, liquidado pelo Banco Central do Brasil (BCB) em setembro de 2025.
Risco ambiental
A inclusão da Serrinha do Paranoá na lista de bens é um dos principais alvos. A área abriga 119 nascentes e nove córregos que alimentam o Lago Paranoá, sendo essencial para a recarga hídrica do DF. Não houve análise de impacto ambiental prévia. A Vara do Meio Ambiente já suspendeu os efeitos da lei sobre a Serrinha, fixando multa de R$ 500 milhões por descumprimento.
Operação temerária
Parlamentares de oposição classificam a lei como “cheque em branco” ao Executivo distrital. O MPDFT afirma não haver nexo entre os imóveis e a atividade do banco, além de indícios de subavaliação dos bens. A ação pede a suspensão imediata da transferência de patrimônio público e declaração de inconstitucionalidade com efeitos retroativos.























