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Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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PL reage a JHC

O objetivo do PL agora é formar chapa completa e pura em Alagoas, de deputados, governador e senador, para as eleições de outubro. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Maceió)

Após reunião com a direção nacional do Partido Liberal, o deputado estadual Cabo Bebeto assumiu provisoriamente a presidência da legenda em Alagoas. O encontro, realizado no último sábado, 21, contou com a presença do presidente nacional Valdemar Costa Neto, do secretário-geral Rogério Marinho e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

 

Reunião nacional

A reunião foi convocada para reagir à saída do prefeito de Maceió, JHC, que deixou o PL e anunciou que levará consigo praticamente toda a bancada liberal da Câmara Municipal.

 

Ameaça jurídica

Cabo Bebeto afirmou que o diretório nacional não aceitará a saída de nenhum vereador do partido. A orientação é que o PL buscará na Justiça Eleitoral a decretação da perda de mandato daqueles que deixarem a legenda, com base na infidelidade partidária.

 

Reação à saída

O PL alega que ofereceu a JHC todas as condições para ser candidato pela legenda, incluindo estrutura partidária, tempo de TV e recursos do fundo eleitoral. Com a saída do prefeito e a ameaça de levar nove dos 11 vereadores da bancada liberal, o partido decidiu reagir com a substituição da presidência estadual e a ação jurídica. 

 

JHC se aproxima de Lula

Analistas avaliam que os elogios ao petista fazem parte de uma estratégia para garantir apoio federal caso dispute o governo estadual, o que pode implodir a aliança tradicional com os Calheiros. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Maceió)

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), após romper com o PL e abandonar o bolsonarismo, tenta agora uma aproximação com o presidente Lula. Em janeiro, durante evento de entrega de ambulâncias e anúncio do Minha Casa Minha Vida na capital alagoana, JHC discursou defendendo um “pacto social” e afirmou que o governo Lula ajuda no desenvolvimento da cidade, dizendo que o presidente pode “contar com Maceió”. 

 

Conflito com os Calheiros

A aproximação de JHC com Lula preocupa o grupo do senador Renan Calheiros (MDB) e do ministro dos Transportes, Renan Filho, que têm chapa fechada em Alagoas: Renan Filho ao governo e o pai à reeleição ao Senado. Uma eventual candidatura de JHC representaria enfrentamento direto ao ministro. Em janeiro, Renan Filho fez um alerta ao presidente: “Nesta eleição, nós, os Renan’s, estaremos do mesmo lado que sempre estivemos, ou seja, do seu lado!”.

 

Lula evita apoio explícito

Lula tem insistido em unir as lideranças de Alagoas — os Renans, o deputado Arthur Lira (PL) e JHC — em torno de seu projeto nacional, mas a disputa local dificulta a conciliação. Enquanto o prefeito busca sobreviver politicamente após romper com aliados, o grupo dos Renans alerta o presidente sobre os riscos de apoiar JHC, que já trocou de partido quatro vezes e não mantém compromissos ideológicos.

 

Nova Esplanada

Reforma ministerial em curso: oito pastas já têm substitutos definidos por substitutos técnicos de segundo escalão, concentrando poder no Planalto. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O presidente Lula acelera a reforma ministerial para concentrar poder no Planalto, substituindo ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições de outubro por técnicos de segundo escalão. O novo perfil da Esplanada privilegia servidores de carreira e gestores que já dividiam a gestão com os titulares. A maioria das mudanças será feita em acordo entre o atual ministro e o Palácio do Planalto.

 

Técnicos

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda substitui Fernando Haddad; Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil substitui Rui Costa, mantendo forte ligação com Lula e atuando como pivô da nova equipe. Olavo Noleto, que não é secretário-executivo mas já transita no núcleo de negociação do governo, comandará as Relações Institucionais no lugar de Gleisi Hoffmann na SRI. O mesmo se repetirá com George Santoro no Ministério dos Transportes, João Paulo Capobianco do MMA, Fernanda Machiaveli do MDA, Márcio Elias Rosa no MDIC e Tomé Barros Monteiro da França nos Portos e Aeroportos completam os nomes já definidos.

 

Pastas em aberto

Ainda não têm substitutos definidos os ministérios ocupados por Simone Tebet (Planejamento), Camilo Santana (Educação), Jader Filho (Cidades), Márcio França (Empreendedorismo), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Silveira (Minas e Energia), André de Paula (Pesca), Carlos Fávaro (Agricultura), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Wolney Queiroz (Previdência), André Fufuca (Esportes), Waldez Góes (Integração Regional) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos). Lula pretende anunciar as trocas após acertar com cada um.

 

Ratinho desiste da disputa

Em decisão surpreendente, Ratinho Junior afirmou que vai cumprir mandato de governador até dezembro. ( Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

O governador do Paraná, Ratinho Junior, anunciou na tarde desta última segunda-feira, 23, que não será candidato à Presidência da República pelo PSD. A decisão, tomada após reflexão com a família, foi comunicada ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Ratinho afirmou que cumprirá seu mandato até dezembro, honrando o compromisso com os paranaenses, que o elegeram com quase 70% dos votos válidos em 2022.

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Gestão de destaque

Na nota, o governador destacou os resultados de sua gestão: o estado consolidou a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, registrou o maior investimento em infraestrutura da história e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade. Ratinho tem 85% de aprovação da população. Ele afirmou que continuará à disposição do PSD para “ajudar o Brasil virar a página do atraso”.

 

Impacto eleitoral

Com a desistência, o PSD perde um dos seus três pré-candidatos à Presidência, restando os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) na disputa interna. Ratinho afirmou que permanecerá pautando sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, defendendo um estado menor e mais eficiente, com educação como instrumento para jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces da democracia.

 

PT se aproxima do PSD

Com a saída da disputa presidencial, Ratinho assumiu o comando da sucessão estadual para tentar eleger o sucessor e derrotar a candidatura do ex-juiz sérgio Moro. (Foto: Divulgação / ALEP)

A desistência do governador Ratinho Junior de concorrer à Presidência abriu uma oportunidade para o PT se aproximar ainda mais do PSD e do eleitor de centro-direita. Nos bastidores, o partido avalia que o senador Flávio Bolsonaro e pré-candidato ao Planalto pelo PL levou a legenda do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro a hostilizar Ratinho e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao lançar a candidatura do senador Sérgio Moro, que está migrando do União Brasil para o PL, para concorrer ao governo do Paraná, ameaçando derrotar o sucessor de Ratinho no estado.

 

Frente ampla

O PT vê na movimentação do bolsonarismo uma forma de afastar o PSD da direita e facilitar a aproximação com a legenda de Kassab. Internamente, o partido já discute como aproveitar o racha na oposição para ampliar a aliança com setores democráticos do “centrão” para relançar a frente ampla que elegeu Lula, em 2022. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o diálogo com MDB, PSD e PSDB está em curso, sem comprometer a vaga de vice do presidente Lula, que segue com Geraldo Alckmin (PSB).

 

Negociação por espaço

Nos bastidores, cogita-se a possibilidade de o PT ceder ao PSD um cargo estratégico no governo, como a Secretária das Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, que será aberto com a saída de Gleisi Hoffmann (PT-PR) para disputar o Senado. O nome especulado é o do senador Otto Alencar (PSD-BA). A vaga estava prometida a Olavo Noleto, quadro do PT, que poderia ser acomodado em outro posto.

 

Maior usina solar do Centro-Oeste

Complexo Solar de Barro Alto em Vila Propício (GO) um investimento de R$ 1,3 bilhão com 731 mil painéis, 841 hectares, três mil empregos gerados na construção, capacidade para abastecer 365 mil habitantes. (Foto: Jota Eurípedes / Secom-Gov-GO)

O governador e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), e o vice-governador Daniel Vilela (MDB), pré-candidato ao governo estadual, inauguraram o Complexo Solar de Barro Alto, em Vila Propício, na última quinta-feira, 19.

 

Capacidade e empregos

O complexo tem capacidade instalada de 452 MWp, suficiente para abastecer uma cidade de 365 mil habitantes — cerca de 5% do consumo total de Goiás. Mais de 740 empresas e 160 mil consumidores serão beneficiados anualmente. Durante a fase de obras, o projeto gerou aproximadamente três mil empregos diretos.

 

Compromisso e futuro

Vilela afirmou que o empreendimento é resultado de um governo que oferece segurança jurídica e diálogo com empresários. Caiado destacou a importância da energia limpa e lembrou que o estado avança também em etanol, biogás e biometano. O parque fotovoltaico é o maior projeto de geração solar do Centro-Oeste.

 

Acordo entra em vigor

A entrada em vigor provisória foi confirmada pela Comissão Europeia para países que já concluíram a ratificação, como o Brasil. (Foto: Reprodução / Divulgação)

O acordo Mercosul-União Europeia começa a valer provisoriamente em 1º de maio, com primeiros efeitos comerciais após mais de duas décadas de negociação. Segundo estudo do Insper Agro Global, antecipado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), cerca de R$ 4,37 bilhões em exportações brasileiras passam a ter acesso livre de tarifas na fase inicial.

 

Efeitos iniciais

Os ganhos iniciais se concentram em produtos onde o Brasil já é competitivo, como frutas, nozes, pimentas, óleo de milho e couros, e representam cerca de 3% das exportações brasileiras para a União Europeia. Ao mesmo tempo, cotas e salvaguardas permanecem para itens sensíveis, como carne bovina e açúcar, limitando efeitos mais amplos no curto prazo.

 

Impacto regional e perspectivas

Mato Grosso do Sul, estado representado por Trad, aparece entre os que podem ampliar presença no mercado europeu, com cadeias relevantes como carne, celulose e bioenergia. O tratado prevê redução gradual de tarifas ao longo dos próximos anos, com cotas e salvaguardas mantidas para itens sensíveis como carne bovina e açúcar, limitando efeitos mais amplos no curto prazo.

 

Comércio exterior

Comparando-se este período com a média de março/2025, houve queda de 2,3% na corrente de comércio. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)

Na terceira semana de março de 2026, a balança comercial registrou superávit de R$ 7,3 bilhões, com exportações de R$ 37,1 bilhões e importações de R$ 29,8 bilhões, resultando em corrente de comércio de R$ 66,9 bilhões.

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Acumulado do mês

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações somaram R$ 114,0 bilhões e as importações R$ 86,8 bilhões, gerando saldo positivo de R$ 27,2 bilhões e corrente de R$ 200,5 bilhões.

 

Acumulado do ano

No ano, as exportações totalizam R$ 380,2 bilhões e as importações, R$ 310,7 bilhões, com superávit de R$ 69,6 bilhões e corrente de comércio de R$ 691,4 bilhões. Na comparação das médias diárias com março de 2025, as exportações caíram 4,0%, as importações recuaram 0,1% e a corrente de comércio teve queda de 2,3%.

 

Setores

Na exportação, o destaque foi a indústria extrativa, com crescimento de 27,6% na média diária em relação a março de 2025. Agropecuária (-13,4%) e indústria de transformação (-10,3%) recuaram. Nas importações, indústria extrativa (+6,6%) e transformação (+0,3%) cresceram, enquanto agropecuária caiu 24,9%.

 

Ponte liga Paraná e MS

A ponte entre de 2 km de extensão entre Porto São José (PR) e Taquarussu (MS) reduzirá 100 km no trajeto ao Porto de Paranaguá. A expectativa é que a obra consuma R$ 1,37 bilhão em 48 meses. (Foto: Roberto Dziura Jr / AEN-PR)

Os governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul, receberam no último sábado, 21, o anteprojeto da ponte que ligará Porto São José (distrito de São Pedro do Paraná) a Taquarussu (MS).

 

Projeto estratégico

Com investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, a travessia terá cerca de dois quilômetros sobre o Rio Paraná e prazo de execução de aproximadamente 48 meses após a ordem de serviço. O documento foi apresentado pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM).

 

Impacto logístico

A obra é considerada estratégica para a integração entre Sul e Centro-Oeste, criando um novo corredor logístico que reduzirá em cerca de 100 quilômetros o trajeto até o Porto de Paranaguá. O anteprojeto prevê ainda intervenções complementares: no Paraná, restauração de 19,8 km da PR-577 com contorno em Porto São José; no MS, implantação de 30 km da MS-473 e construção de viaduto de acesso em Taquarussu.

 

Desenvolvimento regional

Ratinho Junior celebrou a transformação da realidade para ambos os estados, destacando que o anteprojeto foi doado pelo setor produtivo após investimento de cerca de R$ 2 milhões. Riedel ressaltou o momento de desenvolvimento do MS, especialmente na cadeia da celulose, e a importância da integração com o Paraná. Durante a cerimônia, o presidente da Cocamar entregou projeto de nova planta de biodiesel com investimento de R$ 200 milhões.

 

Fábrica de trens

Os trens do metrô da capital paulista serão produzidos pela CRRC em Araraquara. A previsão de entrega dos trens é em 2027. (Foto: Reprodução / China News)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira, 25, da visita à fábrica de trens da CRRC Brasil Equipamentos Ferroviários, em Araraquara (SP), instalada nas antigas dependências da Hyundai. O início da produção está previsto para o segundo semestre deste ano. Acompanham o presidente o vice Geraldo Alckmin e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

 

Financiamentos do BNDES

No local, serão assinados contratos de financiamento do BNDES com o governo de São Paulo no valor total de R$ 5,6 bilhões: R$ 3,2 bilhões para o Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas; e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 (Verde) do metrô da capital paulista. Os dois projetos integram o “Novo PAC” – Programa de Aceleração do Crescimento.

 

Produção Nacional

Os 44 trens da Linha 2 do metrô serão produzidos pela CRRC em Araraquara, com previsão de entrega em 2027. A fábrica já começou a gerar empregos no Brasil antes mesmo do início da produção. O TIC Eixo Norte representa um avanço significativo na integração ferroviária entre São Paulo e Campinas.

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