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De olho.

Bastidores de poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Último dia

Haddad terá um dia dedicado nesta quarta, 8 de outubro, para aprovar a MP 1303 nas duas Casas legislativas, colocada pelo governo como fundamental para equilibrar as contas públicas. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

Ficou para o último dia a tentativa do governo federal em aprovar a Medida Provisória (MP) 1303 de 2025, que altera a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais no país. A MP foi editada pelo governo após o Congresso derrubar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A MP foi aprovada nesta terça, por 13 votos a 12, na comissão mista e , agora, para ser transformada em lei precisa ser votada e aprovada nos plenários da Câmara e Senado nesta quarta-feira, 8 de outubro, para evitar que a iniciativa perca vigência. O texto aprovado no colegiado formado por deputados e senadores sem a taxação de instrumentos que tradicionalmente eram isentos como Letras de Câmbio do Agronegócio (LCAs) e imobiliárias (LCIs), mas continua enfrentando forte resistência no Congresso Nacional como da FPA presidida pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), que prefere que a MP “caduque”.

 

 

 

 

 

Faixa de fronteira

Pedido de vista apresentado pelo líder petista transfere para a próxima semana a votação da proposta que ratifica os registros imobiliários situados em faixa de fronteira na CRE do Senado. (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)

O parecer da proposta que estabelece novos procedimentos para a ratificação de registros imobiliários de terras situadas em faixa de fronteira, 4497 de 2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi lido na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, mas em virtude do pedido de vista concedida ao líder do PT naquela Casa, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o colegiado deverá votar a matéria apenas na próxima semana. Se aprovado na CRE, a iniciativa seguirá para análise na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), onde o relator deverá ser o senador Jaime Bagatolli (PL-RO). Na justificativa do pedido de vista, o petista sergipano disse que apesar de entender que o projeto é “extremamente relevante” o tema é também de “extrema complexidade”. O projeto unifica o procedimento para todos os imóveis rurais, independentemente do tamanho, eliminando distinções previstas na legislação anterior. 

 

 

 

 

 

Faixa de fronteira 2

A senadora Tereza Cristina explica que o prazo do georreferenciamento surgiu para resolver um problema da legislação atual que estabeleceu como limite a data de 20 de novembro próximo. “Espero que possamos dar essa segurança jurídica e resolver esse problema que vem aí desde o século passado”. (Foto: Divulgação / FPA)

A iniciativa já aprovada na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Tião Medeiros (PP-PR), foi tema ainda de debates da reunião desta terça-feira, 7 de outubro, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O objetivo é desburocratizar o processo, transferindo ao Poder Público e aos cartórios a responsabilidade pela análise da documentação, enquanto ao proprietário caberá apenas a exigência de protocolar o requerimento e apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). A proposta fixa prazo de 15 anos para que os interessados solicitem a averbação da ratificação, além de estabelecer que para imóveis com mais de 2,5 mil hectares, a aprovação dependerá de manifestação do Congresso Nacional, sendo considerada tácita caso não haja deliberação em até dois anos. O texto torna o georreferenciamento obrigatório apenas a partir de 31 de dezembro de 2028. 

 

 

 

 

Faixa de fronteira 3

Para a ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, “a realidade atual é a de que grande parte dessas áreas está ocupada e devidamente registrada em cartório de imóveis, mas sob um gravíssimo risco jurídico de o poder público federal vir a demandar a invalidação ou a declaração de ineficácia desses registros por conta dos vícios supracitados”. (Foto: Divulgação / FPA)

A senadora Tereza Cristina comentou que, atualmente, cada estado, município e cartório exigem diferentes documentos, o que gera dificuldades. Segundo ela, a proposta traz mais segurança aos produtores ao encerrar a necessidade de prorrogações frequentes. Para imóveis de até quatro módulos fiscais, o prazo só começará a contar após regulamentação do Executivo. A exigência será dispensada em casos como sucessões, divórcios, partilhas, atualizações cadastrais e garantias reais, sendo obrigatória apenas em transferências definitivas, como leilões e arrematações. “Procuramos desburocratizar, seguir com a cadeia dominial, e o governo terá tempo para questionar caso haja algum problema. Mas quem terá que reunir os documentos não será mais o produtor. (…) Minha vontade é resolver esse problema secular que enfrentamos, evitando que o Parlamento precise, de tempos em tempos, renovar prazos”, explicou.

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Lula & Trump

Para o presidente da CNI, a conversa de mais de meia hora entre Lula e Trump deixa a possibilidade do Brasil integrar a lista de países tarifados, além de significar “devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Para o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, a conversa por videoconferência que durou cerca de 30 minutos nesta última segunda-feira, 6 de outubro, dentre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump , foi “avanço concreto” e reforçou “o respeito mútuo e a relação entre os dois países”. “Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível. O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial”, complementou Alban.

 

 

 

 

 

 

 

 

Papel do Senado

Nelsinho Trad: “o reconhecimento do chanceler pelo esforço do grupo mostra como a diplomacia parlamentar está sendo valorizada enquanto instrumento estratégico para o Brasil”. (Foto: Divulgação / Secom-MRE)

Logo após a ligação entre Lula e Trump, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve com o presidente da Comissão Temporária Externa Brasil–EUA (CTEUA), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), no Itamaraty, onde o chanceler brasileiro reconheceu o “papel fundamental” e do Senado Federal para destravar o diálogo institucional entre os dois países. Em encontro no Itamaraty, Vieira nesta terça-feira, 7 de outubro, afirmou que a missão parlamentar realizada no último mês de julho “pavimentou o caminho para o contato direto entre os presidentes”.Durante o encontro, ainda, Nelsinho Trad e Vieira reforçaram a importância de fortalecer a articulação suprapartidária e de manter abertos todos os canais de diálogo permanentes com o Legislativo daquele país. “O ministro reforçou que o trabalho da comissão é decisivo para a política externa brasileira, especialmente com a aproximação de parlamentares e diplomatas dos dois países”.

 

 

 

 

 

 

Racha no PP

Ao lado de Lula, na cidade de Imperatriz (MA), Fufuca mandou um aviso ao senador Ciro Nogueira: “Em 2022, eu cometi um erro. Mas agora em 2026, pode ser que o meu corpo esteja amarrado, pode ser, mas minha alma, meu coração, minha força de vontade estarão livres para ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, afirmou o ministro. (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

Na véspera da data limite que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), estabeleceu para que o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), deixasse o cargo, o parlamentar maranhense – até então aliado de Nogueira – decidiu escancarar o racha no partido: “Eu estou com Lula”. A declaração aconteceu durante um evento no Maranhão, ao lado do presidente Lula, no final da tarde desta segunda-feira, 6 de outubro. Na oportunidade, Fufuca disse ainda que “é uma honra colaborar” com o governo Lula. “É uma honra saber que eu faço parte como ministro”. “É por isso que eu falo em alto e bom som, presidente. Eu estou com Lula. Eu estou com o Lula do Bolsa Família, eu to com o Lula do Vale Gás, o Lula do Pé de Meia”, continuou.

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Maranhão

Carlos Brandão afirmou que o desempenho é resultado da confiança de investidores e do fortalecimento de políticas públicas voltadas para inovação, infraestrutura e modernização da produção. (Foto: Divulgação / Assessoria)

O Maranhão consolidou-se como uma das economias mais dinâmicas do país no primeiro semestre de 2025, apresentando desempenho acima da média nacional e do Nordeste. Os dados do PIB Trimestral do Maranhão, divulgados na última sexta-feira, 3 de outubro, pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), mostram que o estado cresceu 3,7% no acumulado de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período de 2024. O segundo trimestre apresentou um avanço ainda mais expressivo: alta de 5,2%, superando a média do Nordeste (2,6%) e do Brasil (2,5%). Os motores do crescimento foram agropecuária, indústria e serviços, com destaque para transporte e comunicação. De acordo com o governador Carlos Brandão, os números refletem um projeto de desenvolvimento sólido e de longo prazo.

 

 

 

 

 

Microcrédito no Norte

De acordo com o ministro Waldez Góes, a ação busca fortalecer a agricultura familiar, impulsionar pequenos negócios e promover o desenvolvimento sustentável em comunidades rurais e urbanas da Amazônia. (Foto: Vinícius Roza / Secom-MIDR)

Com o objetivo de impulsionar a economia na região Norte, o governo federal anunciou nesta terça-feira, 7 de outubro, em Macapá, a destinação de R$ 500 milhões em microcrédito produtivo. O evento contou com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, do governador do Amapá, Clécio Luís, de representantes do Banco da Amazônia (Basa), da Caixa Econômica Federal e de lideranças locais do setor produtivo. Os recursos poderão ser acessados pelo programa de microcrédito de iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que tem papel central na operacionalização das linhas de crédito e no acompanhamento técnico dos beneficiários.

 

 

 

 

 

Microcrédito no Norte 2

O programa prevê R$ 1 bilhão em crédito produtivo neste ano, dividido igualmente entre os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A estimativa é que mais de 100 mil produtores sejam contemplados. O programa conta com a parceria estratégica do Banco da Amazônia e da Caixa Econômica Federal, que atuam de forma complementar para garantir que o crédito chegue aos diferentes perfis de empreendedores da região Norte. O Banco da Amazônia (Basa) é o principal operador das linhas de microcrédito rural, com foco na agricultura familiar e na produção de base comunitária, utilizando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Já a Caixa Econômica Federal atua na expansão do microcrédito urbano e social, voltado a microempreendedores, pequenos comerciantes e trabalhadores informais, fortalecendo os negócios locais e estimulando o empreendedorismo nas cidades amazônicas.

 

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