Caso ocorrido na madrugada desta quarta-feira reacende debate sobre endurecimento das leis e proteção efetiva para vítimas
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, reagiu com indignação ao violento ataque contra uma mulher de 36 anos em Pontes e Lacerda, arrastada para dentro de uma construção e brutalmente agredida, estuprada e furtada durante a madrugada. Para ela, o episódio expõe mais uma vez o fracasso do Estado brasileiro em proteger mulheres e punir criminosos com firmeza.
O crime, registrado por câmeras de segurança, mostra a vítima sendo levada à força por um homem até a obra onde, segundo as investigações, pelo menos cinco suspeitos podem ter se revezado na violência. As imagens, descritas como chocantes por autoridades, reacenderam a discussão sobre a fragilidade das políticas de proteção e o avanço da impunidade.
“Um crime dessa natureza é um golpe em toda a sociedade. É cruel, covarde e absolutamente inaceitável. Não podemos continuar assistindo a mulheres sendo destruídas pela violência enquanto agressores recebem tratamento brando e voltam para as ruas como se nada tivesse acontecido”, afirmou Virginia Mendes.
Ela criticou duramente a legislação brasileira, que considera defasada diante da escalada de crimes sexuais e de gênero. Para Virginia, o Código Penal “de outra época” já não responde à brutalidade real que as mulheres enfrentam diariamente.
“Temos leis ultrapassadas que ainda oferecem brechas e benefícios para quem comete atrocidades. O criminoso sabe que, mesmo diante de um ato bárbaro, há grande chance de voltar a circular livremente. Essa sensação de impunidade alimenta a violência, porque o sistema não assusta nem freia ninguém”, disse.
Virginia Mendes cobrou posicionamento firme do Congresso Nacional e do presidente da República, afirmando que o país não pode mais adiar mudanças profundas.
“O Brasil precisa encarar essa realidade sem discursos vazios. É necessário coragem política para enfrentar a violência contra mulheres e atualizar de verdade as leis. Sem isso, novos crimes vão continuar acontecendo, e quem paga o preço são as vítimas que nunca mais terão a vida de volta. As mulheres brasileiras exigem respeito e ação imediata”, reforçou.
A vítima segue internada e recebendo cuidados médicos e psicológicos. A Polícia Militar já apreendeu dois homens que estavam próximos ao local do crime, mas o caso ainda segue em investigação.



























