MATO GROSSO

REAJUSTE APROVADO

ALMT ignora resistência de Mauro Mendes e valida aumento de 6,8%

Foto: Reprodução

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A Assembleia Legislativa viveu uma manhã de clima elétrico nesta quarta-feira (19), quando, após semanas de empurra-empurra político, os deputados finalmente aprovaram o reajuste de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça. A votação aconteceu sob forte pressão da galeria, completamente tomada por servidores que acompanharam cada movimento dos parlamentares.

O projeto, que já havia passado pela primeira votação em outubro, ficou represado por semanas graças à resistência do governo Mauro Mendes, que tentava impedir o avanço da proposta. A base governista recorreu repetidas vezes ao pedido de vista — uma manobra usada para empurrar o texto para fora da pauta. Mas, ao abrir a sessão desta quarta, o presidente da Casa, Max Russi (PSB), foi categórico que não haveria mais espaço para adiamentos.

Sabendo que o último recurso disponível era o sobrestamento — um mecanismo capaz de travar toda a pauta até a votação dos vetos —, Russi se antecipou. Conversou diretamente com deputados e evitou que o governo recorresse ao bloqueio. Nas suas palavras, impedir o uso desse instrumento era crucial para evitar um novo “trancamento” da votação.

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Sem margem para novas manobras, o plenário decidiu rapidamente. O aumento foi aprovado, apesar dos votos contrários dos governistas Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um, Valmir Moretto e Chico Guarnieri. Assim que o painel confirmou o resultado, a galeria explodiu em aplausos, marcando o fim de um dos impasses mais desgastantes entre Legislativo e Executivo neste fim de ano.

Mauro Mendes não apenas se posicionou contra o reajuste, como também reforçou sua posição com um sinal de alerta fiscal. A portaria nº 165/2025, publicada em 11 de novembro, trouxe a marca do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e determinou um contingenciamento pesado nas contas do Estado.

No documento, Gallo ordena o corte de R$ 852,2 milhões em repasses às secretarias, justificando que qualquer aumento de gastos — como o reajuste do Judiciário — poderia colocar Mato Grosso em uma rota de risco financeiro.

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